Vacina | sociedade e cultura
English: Vaccine

Sociedade e cultura

Oposição

A oposição à vacinação, de uma ampla gama de críticos de vacinas, existe desde as primeiras campanhas de vacinação.[40] Embora os benefícios da prevenção de doenças infecciosas graves superem largamente os riscos de efeitos adversos raros após a imunização,[41] disputas surgiram sobre a moralidade, ética, eficácia e segurança da vacinação. Alguns críticos de vacinação dizem que as vacinas são ineficazes contra a doença[42] ou que os estudos de segurança são inadequados.[42] Alguns grupos religiosos não permitem a vacinação[43] e alguns grupos políticos se opõem à vacinação obrigatória com base na liberdade individual.[40]

A Revolta da Vacina em charge de Leonidas Freire, publicada na revista O Malho, em 1904.

Em resposta, a comunidade científica tem levantado a preocupação de que a divulgação de informações infundadas sobre os riscos médicos das vacinas aumente as taxas de infecções que ameaçam a vida, não só nas crianças cujos pais recusaram a vacinação, mas também naqueles que não podem ser vacinados devido à idade ou imunodeficiência, que poderiam contrair infecções de portadores não vacinados (ver imunidade de grupo).[44] Alguns pais acreditam que as vacinas, em particular a tríplice, causam autismo, embora não haja evidências científicas para apoiar essa ideia[45]. Em 2011 descobriu-se que Andrew Wakefield, cujo estudo de 1998[46] supunha uma ligação entre o autismo e vacinas, era financeiramente motivado a falsificar dados de pesquisa e foi posteriormente despojado de sua licença médica, e o estudo foi recolhido.[47] Em 2019, um estudo em grande escala concluiu que a vacina tríplice não aumenta o risco de autismo, mesmo em crianças suscetíveis.[48] Nos Estados Unidos, as pessoas que recusam vacinas por razões não médicas constituíram uma grande percentagem dos casos de sarampo e subsequentes casos de perda auditiva permanente e morte causada pela doença.[49]

Em novembro de 1904, em resposta a anos de saneamento inadequado, seguidos por uma mal explicada campanha de saúde pública liderada pelo renomado funcionário de saúde pública Oswaldo Cruz, cidadãos e cadetes militares no Rio de Janeiro começaram um levante conhecido como Revolta da Vacina. Os tumultos irromperam no dia em que a lei de vacinação entrou em vigor; a vacinação simbolizava o aspecto mais temido e mais tangível de um plano de saúde pública que incluía outras características, como a renovação urbana, que muitos haviam se oposto durante anos.[50]