Árvore | recordes
English: Tree

Recordes

Altura

Avenue of the Giants, que atravessa o Parque Estadual de Humboldt Redwoods, Califórnia, margeado por sequoias

Algumas espécies de árvores figuram entre os maiores seres vivos da atualidade. Em relação ao tamanho as maiores espécies encontradas são a sequoia (Sequoia sempervirens) e a sequoia-gigante (Sequoiadendron gigantea) localizadas na costa da Califórnia.[3] Estudos demonstram que a necessidade por luz impulsionam as árvores localizadas em florestas a crescerem o máximo possível devido a competição por essa fonte de energia, entretanto a gravidade faz com que se torne difícil a distribuição de água e nutrientes nas partes mais altas, chegando ao ponto da energia gasta para esse transporte ser maior do que a produzida na fotossíntese, momento em que cessam o crescimento, fatores como o clima temperado, solo rico em nutrientes, chuvas abundantes e árvores muito próximas as outras são condições que explicam a extraordinária altura das sequoias existentes na Califórnia[3].

A medição destas alturas sempre foi objetivo de controvérsias, medições errôneas originaram dados muitas vezes exagerados. Técnicas modernas têm utilizado fórmulas matemáticas e diversos equipamentos como hipsômetros e equipamentos a laser para a obtenção de dados mais precisos. Registros antigos em que se verificaram a existência de árvores com 130 - 150 metros de altura têm sido considerados pouco confiáveis devido a possíveis erros humanos na medição, registros históricos de árvores caídas, por outro lado, tem sido considerado mais fiáveis.[27] Atualmente são consideradas como as árvores mais altas entre as de sua espécie (considerando apenas árvores em pé):

  1. Sequoia (Sequoia sempervirens): 115.56 m (379.1 ft), Hyperion, Parque Nacional de Redwood, Califórnia, Estados Unidos[28]
  2. Eucalipto (Eucalyptus regnans): 99,6 m (327 pé), Hobart, Tasmânia, Austrália[29]
  3. Pseudotsuga menziesii (Pseudotsuga menziesii): 99,4 m (326 pé), Brummit Creek, Coos County, Oregon, Estados Unidos[30]
  4. Picea sitchensis (Picea sitchensis): 96,7 m (317 pé), Parque Estadual Prairie Creek Redwoods, Califórnia, Estados unidos[31]
  5. Sequoia-gigante (Sequoiadendron giganteum): 94,9 m (311 pé), Redwood Mountain Grove, Parque Nacional de Kings Canyon, Califórnia, Estados Unidos[32]
  6. Eucalipto-da-Tasmânia (Eucalyptus globulus): 90,7 m (298 pé), Tasmânia, Austrália[33]
  7. Eucalyptus viminalis (Eucalyptus viminalis): 89,0 m (292 pé), Reserva Florestal Evercreech, Tasmânia, Austrália[33]
  8. Shorea faguetiana (Shorea faguetiana)88,3 m (290 pé) Parque nacional Tawau Hills, Sabah, Bornéu[34]
  9. Eucalyptus delegatensis (Eucalyptus delegatensis): 87,9 m (288 pé), Tasmânia, Austrália[33]

Perímetro

A medição do perímetro de uma árvore é relativamente mais simples do que a sua altura, afinal basta o uso de uma fita em volta do tronco, porém erros de medição também são verificados devido ao ponto de referência utilizado, pois o perímetro varia conforme o comprimento da árvore. Sendo assim estabelece a "altura do peito" como ponto referencial, essa altura é obtida 1,30m a partir do nível do solo; em regiões com acentuado declive o ponto de referência é tomado a partir da parte mais alta do solo a tocar o tronco.[27]

A tendência moderna é citar o diâmetro da árvore em vez da circunferência. O diâmetro da árvore é calculado encontrando-se o diâmetro médio do tronco, na maioria dos casos obtidos dividindo a circunferência medida por π; este assume que o tronco é na maior parte circular em sua secção transversal (uma forma oval ou irregular da secção transversal resultaria num diâmetro ligeiramente maior do que o círculo assumido). Medir com precisão a circunferência ou diâmetro é difícil em espécies com grandes contrafortes, que são especialmente característicos em muitas espécies de árvores da floresta. A simples medição da circunferência de uma dessas árvores pode ser enganosa quando a circunferência inclui muito espaço vazio entre contrafortes.[35]

Um problema encontrado está na medição dos baobás, espécie nativa da Ilha de Madagáscar, essas árvores armazenam grandes quantidades de água em sua madeira, o que leva a variações nas medições de sua circunferência ao longo do ano, entre os períodos de seca e chuva. Os baobás apesar de não serem altos, alcançam de 5 a 25m, podem chegar a 11m de diâmetro.[3]

Os maiores exemplares vivos em relação ao diâmetro, por espécie, são:

  1. Cipreste de Montezuma (Taxodium mucronatum): 11,62 m (38 1 pé), Árbol del Tule, Santa Maria del Tule, Oaxaca, México.[36] Note que embora este diâmetro inclua justaposição; o diâmetro real idealizado da área de sua madeira é de 9,38 m (30 8 pé).[36]
  2. Sequoia-gigante (Sequoiadendron giganteum): 8,85 m (29 0 pé), General Grant, General Grant Grove, Califórnia, Estados Unidos<.[32]
  3. Sequoia (Sequoia sempervirens): 7,9 m (26 pé), Lost Monarch, Parque Estadual Jedediah Smith Redwoods, Califórnia, Estados Unidos.
  4. Eucalyptus obliqua (Eucalyptus obliqua): 6,72 m (22 0 pé)
  5. Eucalyptus regnans (Eucalyptus regnans): 6,52 m (21 4 pé), Big Foot
  6. Thuja plicata (Thuja plicata): 5,99 m (19 7 pé), Kalaloch Cedar, Parque Nacional Olympic, Washington, Estados Unidos
  7. Picea sitchensis (Picea sitchensis): 5,39 m (17 7 pé), Quinalt Lake Spruce, Parque Nacional Olympic, Washington, Estados Unidos
  8. Kauri (Agathis australis): 5,33 m (17 5 pé), Te Matua Ngahere, Ilha Norte, Nova Zelandia.[37]
  9. Cipreste-da-patagónia (Fitzroya cupressoides): 5,0 m (16 pé)

Um problema adicional reside nos casos em que troncos múltiplos (seja de uma árvore individual ou várias árvores) crescem juntos. A Figueira-sagrada é um exemplo notável desta, formando adicionais "troncos" ao cultivar raízes adventícias abaixo dos ramos, que depois engrossam quando a raiz atinge o solo para formar troncos novos; uma única Figueira-sagrada pode ter centenas de troncos. O castanheiro multi-haste conhecido como Hundred Horse Chestnut apresenta uma circunferência de 57,9 m (190 pés).

Volume

General Sherman, maior árvore em volume do mundo

A medição do volume envolve cálculos muito complexos,[27] principalmente se tentarmos incluir o volume dos ramos, de modo que as medições obtidos foram apenas feitas num pequeno número de árvores, e geralmente apenas para o tronco. Nunca foi feita alguma tentativa para incluir o volume da raiz. Desta forma obtêm-se o seguinte registro para espécimes viva:

  1. Sequoia-gigante (Sequoiadendron giganteum): 1487 m³ (52,508 cu ft), General Sherman, Califórnia, Estados Unidos[38]
  2. Sequoia (Sequoia sempervirens): 1203 m³ (42,500 cu ft), Lost Monarch, Califórnia, Estados Unidos.
  3. Cipreste de Montezuma (Taxodium mucronatum): 750 m³ (25,000 cu ft), Árbol del Tule, Santa Maria del Tule, Oaxaca, México.[36]
  4. Kauri (Agathis australis): 516 m³ [39]
  5. Thuja plicata (Thuja plicata): 500 m³ (17,650 cu ft )[38]
  6. Eucalipto-da-Tasmânia (Eucalyptus globulus): 368 m³ (13,000 cu ft)[33]
  7. Eucalipto (Eucalyptus regnans): 360 m³ (12,714 cu ft)[33]
  8. Pseudotsuga menziesii (Pseudotsuga menziesii): 349 m³ (12,320 cu ft)
  9. Picea sitchensis (Picea sitchensis): 337 m³ (11,920 cu ft)
  10. Eucalyptus obliqua (Eucalyptus obliqua): 337 m³ (11,920 cu ft)[38]
  11. Eucalyptus delegatensis (Eucalyptus delegatensis): 286 m³ (10,100 cu ft), Styx River Valley,Tasmania[38]

Idade

Pinus longaeva, ser vivo com maior longevidade no mundo

A datação das árvores geralmente é obtida por meio dos anéis de crescimento, o que pode ser visto se a árvore é cortada, ou em núcleos tomados a partir da casca para o centro da árvore. Esta determinação é possível apenas para as árvores que produzem anéis de crescimento, geralmente aquelas que habitam climas sazonais, bem definidos. Árvores em regiões com climas não sazonais crescem continuamente e por isso não têm anéis de crescimento distintos. Essa medição também é possível para as árvores que são sólidas em seu centro, muitas árvores tornam-se vazias com a morte de seu cerne. Para algumas destas espécies, estimativas de idade foram feitas por meio de extrapolamento das taxas de crescimento atuais, mas os resultados são geralmente em grande parte especulação.[40]

  1. Pinus longaeva (Pinus longaeva): Matusalém 4,844 anos[40]
  2. Cipreste-da-patagónia (Fitzroya cupressoides): 3,622 anos[40]
  3. Sequoia Gigante Sequoiadendron giganteum: 3,266 anos[40]
  4. Cryptomeria Cryptomeria japonica: 3,000 anos[41]
  5. Lagarostrobos franklinii Lagarostrobos franklinii: 2,500 anos[40]

Brasil

No Brasil, mais precisamente no estado do Rio Grande do Norte temos o Cajueiro de Pirangi que detém o recorde de maior área ocupada por uma única árvore, aproximadamente 8500m², com cerca de 500 metros de perímetro.[3]

Temos ainda no País, na bacia do Rio Madeira a dicotiledônea com a maior folha do mundo, trata-se da árvore da espécie Coccoloba, da família Polygonaceae, possui até 2,5m de comprimento e 1,4m de largura.[3] O título de maior folha do mundo pertence a monocotiledônea Alocasia macrorrhiza cujo exemplar registrou folha com 1,92 de largura e área de superfície de 3,17 metros quadrados.[42]