Vacina contra o HPV
English: HPV vaccine

Ambox important.svg
Este artigo ou seção parece estar escrito em formato publicitário ou apologético (desde agosto de 2018).
Por favor ajude a para que possa atingir um ponto de vista neutro, evitando assim conflitos de interesse.
Para casos explícitos de propaganda, em que o título ou todo o conteúdo do artigo seja considerado como um anúncio, considere usar , regra nº 6 da eliminação rápida.
Wikitext.svg
Esta página ou seção precisa ser wikificada (desde abril de 2016).
Por favor ajude a formatar esta página de acordo com as diretrizes estabelecidas.
Vacina contra o HPV
HPV-vaccine- Gardasil2016JAPAN.jpg
Estatuto OMS
Medicamento esencial (en)Visualizar e editar dados no Wikidata
Doenças para tratar
Precauções
Categoria na gravidez
US pregnancy category B (d)Visualizar e editar dados no Wikidata

A vacina contra o HPV previne contra infecções provocadas pelo vírus do papiloma humano (human papiloma virus — HPV), causador de verruga genital e de vários tipos de câncer, como o câncer cervical, mais conhecido como câncer de colo do útero. Existem duas vacinas contra o HPV disponíveis no mundo e no Brasil[1]:

  • Vacina contra os HPVs 16 e 18, mais conhecida como bivalente, protege contra o câncer do colo do útero causado pelos tipos de HPV 16 e 18. É aprovada no Brasil para mulheres a partir de 9 anos;
  • Vacina contra os HPVs 6, 11, 16 e 18, mais conhecida como quadrivalente, protege contra os tipos de HPV 6, 11, 16 e 18, evitando o câncer cervical (colo do útero), vaginal, câncer vulvar e câncer anal, além da verruga genital. É aprovada no Brasil para mulheres de 9 a 45 anos e homens de 9 a 13 anos.

As vacinas contra o HPV são aprovadas em mais de 130 países e fazem parte de mais de 60 programas nacionais de imunizações. Desde 2006, mais de 200 milhões de doses foram distribuídas em todo o mundo.

A vacina adotada no Brasil pelo Ministério da Saúde desde março de 2014 é a quadrivalente, que protege contra os HPV 6, 11, 16 e 18. A vacinação pública contra o HPV acontece durante todo o ano nos postos e cobre meninas de 9 a 13 anos e meninas e mulheres de 9 a 26 anos de idade que vivem com HIV. A partir de 2017, meninos de 12 e 13 anos e HIV positivos de 9 a 26 anos também terão acesso à vacinação gratuita. A faixa-etária será ampliada, gradativamente, até 2020, quando serão incluídos os meninos de 9 a 13 anos.

A imunização é uma das maiores intervenções da saúde pública para prevenir doenças e óbitos. A Organização Mundial da Saúde (OMS), bem como o Ministério da Saúde do Brasil ressaltam que, de um modo geral, as vacinas figuram entre os produtos biológicos mais seguros para o uso humano, proporcionando benefícios indiscutíveis à saúde pública.[2][3] Movimentos políticos como a Liga Norte da Itália fizeram campanhas políticas e judiciárias bem-sucedidas em seus países contra a vacinação.[4][5]

Dados de eficácia

Desde a implementação da vacinação contra o HPV em programas nacionais de imunizações, mais de 650 artigos científicos já foram publicados no mundo com dados de eficácia sobre a vacinação contra o HPV.[6]

  • Em função de a Austrália ter sido o primeiro país a disponibilizar gratuitamente em 2007 a vacina quadrivalente contra o HPV (6, 11, 16 e 18) para meninas e mulheres de 12 a 26 anos, com altas taxas de cobertura vacinal (70% em média para indivíduos com idades entre 12 e 17 anos e maior que 32% para faixa entre 18 e 26 anos), os resultados obtidos no país merecem atenção. Resumo dos estudos australianos pós-vacinação:[6][7][8][9][10]
    • Redução de 93% das verrugas genitais na população feminina com menos de 21 anos.
    • Redução de 77% dos HPV contidos na vacina papilomavírus humano 6, 11, 16 e 18 (recombinante), caindo de 28,7% para apenas 6,7%.
    • Redução de mais de 50% das alterações do teste de Papanicolau e das lesões que antecedem o câncer do colo do útero.
  • Após mais de sete anos desde que os primeiros países implantaram a vacina contra o HPV em seus programas nacionais de imunizações, resultados promissores já estão se materializando. Por meio de revisão sistemática da literatura, publicada em março de 2015 na prestigiada revista científica The Lancet Infectious Diseases, Melanie Drolet e sua equipe avaliaram mais de 650 artigos publicados sobre dados após a vacinação contra HPV e analisaram 19 estudos conduzidos em 9 países e os resultados dos 4 primeiros anos pós-implementação da vacinação contra HPV (Estados Unidos, Austrália, Reino Unido, Escócia, Nova Zelândia, Suíça, Dinamarca, Canadá e Alemanha), que representou o acompanhamento de cerca de 140 milhões de pessoas-ano.[6]
    • Nos países com cobertura vacinal acima de 50% da população alvo, observou-se:
      • 68% de redução da infecção pelos HPV 16 e 18, detectada a partir do primeiro ano após a introdução da vacina.
      • 61% de redução das verrugas genitais em meninas de 13 a 19 anos.
      • 30% de redução das infecções pelos tipos de HPV 31, 33 e 45 em garotas de 13 a 19 anos, sugerindo proteção cruzada (quando existe proteção contra outros tipos de HPV não presentes na vacina). Acredita-se que isto ocorra pela ação dos anticorpos que acabam atuando em tipos de HPV com constituição semelhante. Deve ser considerada um benefício adicional, pois não tem a mesma eficácia de 100% de proteção como os tipos contidos nas vacinas.
      • Redução em meninos < 20 anos de idade e mulheres de 20 a 39 anos, sugerindo efeito de grupo ou rebanho (quando existe benefício em indivíduos não vacinados pela redução da circulação do vírus na população).
      • Declínio rápido e cumulativo das verrugas genitais a partir da introdução da vacinação contra HPV.
    • Nos países com cobertura vacinal de meninas < 50%, observou-se:
      • Redução significativa da infecções pelo HPV 16 e 18, na ordem de 50%
      • Redução em nível bem mais baixo das verrugas genitais que se tornaram significativas apenas no terceiro ano após a introdução da vacina.
      • Não se observou benefícios em indivíduos não vacinados e em homens mais velhos, ou seja, não houve efeito de grupo ou proteção coletiva.
    • O estudo também demonstrou que os maiores declínios foram vistos nos países que implementaram a estratégia vacinal escolar (Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia).[6]