Turnaround (administração)

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Turnaround (em português, algo como "dar a volta" ou "virada") é um termo em inglês, utilizado internacionalmente em administração de empresas e que indica um conceito de gestão estratégica que se tornou popular durante as décadas de 1970-1980. O autor argentino Rodolfo E. Biasca [1] cita o uso do termo no trabalho de 1976 de D.Schendel, J.R.Patton e J.Riggs, Corporate Turnaround Strategies: a study of Profit Decline and Recovery (Jounal of General Management, vol. 3, nº 3).

Charles W. Hofer (Business Policy and Stratey Management, 3ª edição, W.Glueck, McGraw Hill, 1980), afirma que as empresas "dão a volta" em situação de estagnação ou declínio com o objetivo de recuperação e êxito. As medidas são estratégicas propriamente ditas (que podem se dividir em sub-estratégias de investimento, política ou competitividade) e operacionais (corte de custos e ativos, medidas para aumento de vendas).O princípio da recuperação envolve análises da gestão, custos e análise da posição de competitividade (análise SWOT) para que se possa determinar por que a empresa está a falhar. Quando as análises são concluídas, planos estratégico de longo prazo e de reestruturação são criados. Estes podem envolver mudanças estratégicas como: estratégia de integração vertical ou horizontal; alianças estratégicas; estratégias de foco; estratégias de segmentação; estratégias de diversificação, entre outras.

Cabe ao gestor do plano de turnaround torná-lo viável para a organização no momento (ou antes) de uma crise. Uma vez aprovados os planos estratégicos, os profissionais de resposta começam a implementação, acompanhando constantemente o seu progresso e fazendo as alterações necessárias para assegurar que a empresa volte à solvência. Todas as organizações passam por períodos de oscilação em seu desempenho, porém nem todas sobrevivem a esses altos e baixos. Uma liderança consciente e sensível, capaz de adaptar-se a mudanças, pode conduzir um processo de turnaround com sucesso. Segundo McKiernan (2003), este é um processo complexo e arriscado, que exige soluções e percursos idiossincráticos porque se levam em conta as condições culturais, financeiras e tecnológicas da organização e do seu contexto ambiental.

Gerentes de turnaround

Gerentes de turnaround são também chamados profissionais ou "praticantes de virada" e muitas vezes são gestores intermediários que ficam o tempo que for preciso para alcançar a virada de desempenho - atribuições que podem levar de três a 24 meses, a depender do tamanho da organização e da complexidade do trabalho.

A gestão da recuperação não se aplica apenas a empresas em dificuldades financeiras; ela, de fato, pode ajudar em qualquer situação em que as direções, as estratégias ou as mudanças em geral das formas ou processos organizacionais não são eficientes. Portanto a gestão de virada está intimamente relacionada com a mudança de gestão, gestão da transformação e gestão pós-fusão-integração.

Situação de alto crescimento, por exemplo, é um cenário típico em que o turnaround também se aplica. Cada vez mais os gestores de turnaround estão se tornando um "guichê único" e fornecem ajuda com financiamento corporativo (trabalhando em estreita colaboração com os bancos e com organizações de fomento) e com empresas de serviços profissionais (como advogados e profissionais de insolvência) para ter acesso a uma gama completa de serviços normalmente necessários nos processos de turnaround. A maioria dos gestores de turnaround são freelancers e trabalham por hora ou por dia, mas existem alguns profissionais de perfil muito elevado que trabalham para grandes empresas, sob contrato.