Treze Colônias

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Treze Colônias

Parte da América Britânica (1607–1776)
como
Colónias da Inglaterra (1607–1707)
Colónias da Grã-Bretanha (1707–1776)

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1607 – 1776Flag of the United States (1777-1795).svg

Bandeira de

Bandeira da Grã-Bretanha (1707–1776)

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As Treze Colônias (a vermelho) em 1775
ContinenteAmérica do Norte
CapitalAdministrada a partir de Londres
Língua oficial
Religião
GovernoMonarquia Constitucional Colonial
Monarca
 • 1607–1625Jaime I & VI (primeiro)
 • 1760–1776Jorge III (último)
História
 • 1585Colônia de Roanoke
 • 1607Colônia de Virginia
 • 1620Nova Inglaterra
 • 1663Colónia de Rhode Island
 • 1670Terra de Rupert
 • 1713Tratado de Utrecht
 • 1732Formada a 13º Colónia
 • 1776Independência Declarada
 • 1783Tratado de Paris
População
 • 1625[1] est.1 980 
 • 1775[1] est.2 400 000 
Moeda
Atualmente parte de Estados Unidos

As Treze Colônias, também conhecidas como Treze Colônias Britânicas[2] ou Treze Colônias Americanas,[3] eram um grupo de colônias britânicas na costa atlântica da América do Norte, fundadas nos séculos XVII e XVIII, que declararam sua independência em 1776 formando os Estados Unidos da América. As Treze Colônias tinham sistemas políticos, constitucionais e legais muito semelhantes e a maior parte de população falava a língua inglesa e faziam parte da igreja protestante. Elas faziam parte das América Britânica possessões britânicas "Novo Mundo", que também incluía colônias no Canadá, Flórida e Caribe.

A população colonial cresceu de cerca de 2.000 para 2,4 milhões entre 1625 e 1775,[1] deslocando os índios americanos para o interior. Essa população incluía pessoas sujeitas a um sistema de escravidão que era legal em todas as colônias antes da Guerra Revolucionária Americana.[4] No século 18, o governo britânico operou suas colônias sob uma política de mercantilismo, na qual o governo central administrava seus bens para benefício próprio.

As Treze Colônias tinham um alto grau de autogoverno e eleições locais ativas, e resistiram às demandas de Londres por mais controle. A guerra Guerra Franco-Indígena (1754-1763), levou a crescentes tensões entre a Grã-Bretanha e as Treze Colônias. Durante a década de 1750, as colônias começaram a colaborar entre si em vez de lidar diretamente com a Grã-Bretanha. Essas atividades intercoloniais cultivaram um senso de identidade americana compartilhada e levaram a pedidos de proteção dos "Direitos como ingleses" dos colonos, especialmente o princípio de "não tributação sem representação". As rixas com o governo britânico levaram à Revolução Americana, na qual as colônias colaboraram na formação do Congresso Continental. Os colonos travaram a Guerra Revolucionária Americana (1775-1783) com a ajuda do Reino da França e, em um grau muito menor, da República Holandesa e do Império Espanhol.[5]

Formação

Em 1606, o rei James I da Inglaterra concedeu fretamentos à Plymouth Company e à London Company com o objetivo de estabelecer assentamentos permanentes na América. Para atrair pessoas, essas companhias lançaram uma propaganda prometendo terras férteis àqueles que embarcassem para a América. Na Inglaterra, essa propaganda atraiu degredados, aventureiros, mulheres pobres (vendidas aos colonos como esposas) e camponeses sem terra que vinham trabalhar como servos temporários (camponeses que se comprometiam a trabalhar gratuitamente por 4 ou 5 anos na propriedade americana da pessoa que havia pago sua passagem para a América. Durante todo o século XVII, os servos temporários constituíam a maioria dos trabalhadores das colônias inglesas, mas havia também grupos protestantes (puritanos, batistas, presbiteriano, anglicanos e outros) que fugiam da Europa devido à perseguição política e religiosa movida pelos diferentes governos dos seus países. A London Company estabeleceu a Colônia e Domínio da Virgínia em 1607, a primeira colônia inglesa permanentemente estabelecida no continente. A Plymouth Company fundou a Colônia Popham no rio Kennebec, mas teve vida curta. Essa época foi marcada por intensos conflitos entre os ingleses e os povos indígenas da região. O povoado de Jamestown, na Virgínia (1608), primeiro povoado inglês bem-sucedido na América do Norte, foi erguido nas terras tomadas dos índios Powhatans, que acabaram sendo dizimados. O Conselho da Plymouth para a Nova Inglaterra patrocinou vários projetos de colonização, culminando com a Colônia Plymouth em 1620, que foi estabelecida por separatistas puritanos ingleses, hoje conhecidos como "Pilgrims".[6]

Os holandeses, suecos e franceses também estabeleceram colônias americanas bem-sucedidas aproximadamente ao mesmo tempo que os ingleses, mas acabaram por ficar sob domínio da coroa inglesa. As Treze Colônias foram concluídas com o estabelecimento da Província da Geórgia em 1732, embora o termo "Treze Colônias" só tenha se tornado popular apenas no contexto da Revolução Americana.[7]

Em Londres, a partir de 1660, todas as colônias eram governadas por um departamento estatal conhecido como "Southern Department", e um comitê do Conselho Privado chamado " Commissioners for Trade and Plantations". Em 1768, um departamento estatal específico foi criado para a América, mas foi dissolvido em 1782, quando o "Home Office" assumiu a responsabilidade.[8]