Subdivisões da Índia

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As subdivisões da Índia são unidades administrativas subnacionais indianas; elas compõem uma hierarquia aninhada de subdivisões de países. Estados e territórios da Índia frequentemente usam diferentes títulos locais para o mesmo nível de subdivisão (por exemplo, os mandals de Andra Pradexe correspondem a tehsils de Utar Pradexe e outros estados de língua Hindi e talucas de Gujarate, Goa, Carnataca, Querala, Maarastra e Tâmil Nadu).[1]

As subdivisões menores (aldeias e blocos) só existem em áreas rurais. Nas áreas urbanas existem órgãos locais urbanos em vez dessas subdivisões rurais.

História

Pré-1956

O subcontinente indiano foi governado por uma multiplicidade de grupos étnicos ao longo de sua história, e cada um deles impunha a sua própria divisão administrativa. A atual subdivisão da Índia começou a tomar forma ainda durante o regime colonial britânico. A Índia britânica chegou a incluir todo o atual território indiano e os modernos Paquistão e Bangladesh, além de protetorados no Nepal, Afeganistão e Birmânia (atual Mianmá). Naquele período histórico, as diversas regiões da Índia eram governadas pelos britânicos diretamente ou por meio de rajás locais. A independência, em 1947, preservou em grande medida as divisões existentes, com exceção de áreas como o Punjabe, que foram partilhadas entre a Índia e o Paquistão. Um dos primeiros desafios do novo país foi integrar o grande número de estados principescos à união.

Verificou-se após a independência um período de instabilidade, já que muitos dos estados haviam sido criados arbitrariamente pelos britânicos para atender a seus interesses coloniais e não refletiam, necessariamente, a vasta diversidade étnica do subcontinente. As tensões étnicas levaram o parlamento indiano a reorganizar o país segundo critérios étnicos e linguísticos em 1956.

Pós-1956

Em 1962, as antigas colônias francesas e portuguesas foram incorporadas à República da Índia na forma dos territórios federais de Pondicherry, Dadrá, Nagar Haveli, Goa, Damão, e Diu.

Muitos estados e territórios novos foram criados a partir dos estados existentes em 1956. O estado de Bombaim foi dividido, por critérios linguísticos, nos novos estados de Guzerate e Maharashtra em 1º de maio de 1960. Em 1966, o estado do Punjabe foi dividido conforme critérios linguísticos e religiosos de modo a criar o estado de Haryana (hindu e de fala híndi), a transferir os distritos setentrionais do Punjabe para o estado de Himachal Pradesh e a definir a cidade de Chandigarh (um território federal) como a capital compartilhada dos estados do Punjabe e de Haryana. Nagaland tornou-se um estado em 1962, Meghalaya e Himachal Pradesh, em 1971, e Tripura e Manipur, em 1972. Naquele ano, Arunachal Pradesh tornou-se um território federal. O Reino do Siquim foi anexado à Índia como um estado em 1975. Mizoram tornou-se um estado em 1986, e Goa e Arunachal Pradesh, em 1987; os enclaves goenses de Damão e Diu tornaram-se um território federal separado. Em 2000, criaram-se três novos estados: Jharkhand (a partir dos distritos meridionais de Bihar), Chhattisgarh (a partir do leste de Madhya Pradesh) e Uttarakhand (a partir do noroeste de Uttar Pradesh). Os territórios federais de Deli e de Pondicherry receberam o direito de eleger seus próprios legislativos.