Sally Ride
English: Sally Ride

Sally Ride
Nome completoSally Kristen Ride
Nascimento26 de maio de 1951
Los Angeles, Estados Unidos
Morte23 de junho de 2012 (61 anos)
La Jolla, Estados Unidos
NacionalidadeEstados Unidos norte-americana
ProgenitoresMãe: Carol Joyce Anderson
Pai: Dale Burdell Ride
CônjugeSteven Hawley (1982–1987)
Alma materUniversidade Stanford
OcupaçãoFísica
Carreira espacial
Astronauta da NASA
Tempo no espaço14d 07h 46m
SeleçãoGrupo 8 da NASA 1978
Missões
Insígnia da missãoSts-7-patch.png STS-41-G patch.png
Aposentadoria15 de agosto de 1987

Sally Kristen Ride (Los Angeles, 26 de maio de 1951La Jolla, 23 de julho de 2012) foi uma astronauta dos Estados Unidos e a primeira mulher norte-americana a ir ao espaço, após as soviéticas Valentina Tereshkova em 1963 e Svetlana Savitskaya em 1982.

História

Formada em Física e Inglês pela Universidade de Stanford, Ride foi uma das 8 mil mulheres que responderam a um anúncio da NASA, para selecionar o primeiro grupo de astronautas femininas do programa espacial norte-americano em 1978.[1] Selecionada, com mais cinco mulheres – Anna Fisher, Judith Resnik, Kathryn Sullivan, Shannon Lucid e Rhea Seddon – ela completou o curso de qualificação em 1979. Como parte de seu aprendizado ou aprendizagem, atuou como CAPCOM (o comunicador com a nave e a tripulação em voo direto de Houston) das segunda e terceira missões do ônibus espacial e ajudou a desenvolver o braço robótico canadense acoplado ao espaço de carga do ônibus espacial.[2]

Nos anos 80, Ride (esq.) com quatro astronautas da primeira classe feminina da NASA: (esq. p/ dir.) Judith Resnik, (morta na tragédia da Challenger) Anna Fisher, Kathryn Sullivan e Rhea Seddon.

Em 18 de junho de 1983, Ride entrou para a história como a primeira americana a subir ao espaço, como integrante da tripulação da Challenger, na missão STS-7, que colocou em órbita dois satélites de comunicação, realizou experimentos farmacêuticos e foram os primeiros tanto a colocar um satélite em sua órbita no espaço, quanto em recolher outro avariado para dentro do ônibus espacial.

Ao final de seu segundo voo espacial no ano seguinte, missão STS-41-G também como tripulante da Challenger, Ride passou a acumular 343 horas de permanência no espaço. Ela treinava para uma terceira missão quando ocorreu o acidente que destruiu a Challenger, matou sua colega Resnik, paralisou o programa espacial americano por quase três anos e a impediu de voar mais uma vez.

Em 1987, após ter se tornado uma líder e exemplo para todas as mulheres americanas que desejavam ser astronautas e ser uma das investigadoras oficiais das causas do acidente, ela deixou a NASA para trabalhar em sua alma mater, a Universidade de Stanford, lecionar física na Universidade da Califórnia, e dirigir o Instituto Espacial da Califórnia. Em 2003, ela foi convidada pela agência a fazer parte da equipe de investigação das causas da tragédia com a Columbia, tornando-se a única astronauta a participar das duas investigações.

Sally morreu em 23 de julho de 2012, por problemas decorridos de um câncer no pâncreas.[3] Foi casada com o também astronauta Steven Hawley. De 1985 até sua morte viveu com a Dra. Tam O'Shaughnessy, relacionamento revelado somente em seu obituário e confirmado pela sua irmã.[4]