Rubens Ricupero

Rubens Ricúpero
Rubens Ricupero no Senado Federal em 2011.
Ministro do Meio Ambiente e da Amazônia Legal do Brasil
Período16 de setembro de 1993
até 5 de abril de 1994
PresidenteItamar Franco
AntecessorFernando Coutinho Jorge
SucessorHenrique Brandão Cavalcanti
Ministro da Fazenda do Brasil
Período30 de março de 1994
até 6 de setembro de 1994
PresidenteItamar Franco
AntecessorFernando Henrique Cardoso
SucessorCiro Gomes

Rubens Ricupero GCIH (São Paulo, 1 de março de 1937) é um jurista (formado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo), historiador[1] e diplomata brasileiro com proeminente atividade de economista.

Biografia

Filho de João Ricupero e Assunta J. Ricupero, nasceu numa família de imigrantes italianos, tendo crescido no bairro Brás, famoso reduto dos italianos na capital paulista[2].

Estudou num colégio marista e depois na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, onde se formou em 1959[2].

Diplomata de carreira de 1961 a 2004, exerceu, dentre outras, as funções de assessor internacional do presidente eleito Tancredo Neves (1984-1985), assessor especial do presidente José Sarney (1985-1987), representante permanente do Brasil junto aos órgãos da ONU sediados em Genebra (1987-1991) e embaixador nos Estados Unidos (1991-1993).

A 14 de Julho de 1986 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique de Portugal.[3]

Ministro do Meio Ambiente e da Amazônia Legal

Rubens Ricupero exerceu o cargo de Ministro do Meio Ambiente e Amazônia Legal de setembro de 1993 a abril de 1994, durante o Governo Itamar Franco. [4]

Ministro da Fazenda

Foi ministro da Fazenda de 30 de março a 6 de setembro de 1994, durante o período de implantação do Plano Real. Encaminhou, em 30 de junho de 1994, ao presidente a exposição de motivos que criou o Plano Real,[5] um plano de estabilização econômica idealizado por uma equipe de economistas de que faziam parte Persio Arida, André Lara Resende, Gustavo Franco, Pedro Malan, Edmar Bacha, Clóvis Carvalho, Winston Fritsch, entre outros.

Escândalo da parabólica

Renunciou ao cargo em 6 de setembro de 1994, assim que se soube do vazamento, via satélite, de uma conversa sua com o jornalista da Rede Globo Carlos Monforte revelando alguns detalhes sobre o Plano Real, quando se preparava para entrar ao vivo no Jornal da Globo, em 1 de setembro. O episódio ficou conhecido como Escândalo da parabólica.

O sinal do link via satélite que transmitiria a entrevista já estava aberto (Canal 23) e os lares cujas antenas parabólicas estavam sintonizadas no canal privativo de satélite da Embratel captaram a conversa informal do ministro com o jornalista Carlos Monforte (que também é cunhado de Ricupero - a irmã do jornalista é mulher do ex-ministro). Sua fala foi "Eu não tenho escrúpulos. Eu acho que é isso mesmo: o que é bom a gente fatura, o que é ruim a gente esconde".

O fato foi um forte golpe na campanha presidencial do ex-ministro Fernando Henrique Cardoso, mas não o bastante para tirá-lo das primeiras colocações nas pesquisas. FHC venceu as eleições presidenciais ainda no primeiro turno.

No ministério, Ricupero foi substituído por Ciro Gomes, que renunciou ao cargo de governador do estado do Ceará para assumir a pasta.

Ricupero foi então nomeado embaixador do Brasil na Itália e posteriormente eleito secretário geral da UNCTAD, pertencente à ONU, deixando o cargo em setembro de 2004, quando se aposentou como diplomata.

Atualmente é diretor da Faculdade de Economia da Fundação Armando Álvares Penteado, e presidente do Instituto Fernand Braudel, que promove pesquisas, debates e publicações sobre problemas institucionais como educação e segurança, política econômica, política energética, desenvolvimento econômico e relações internacionais.