Ruđer Bošković

Ruggiero Giuseppe Boscovich Bettera (Ruđer Bošković)
Nascimento18 de maio de 1711
Ragusa, República de Ragusa
Morte13 de fevereiro de 1787 (75 anos)
Milão, Ducado de Milão
Alma materPontifícia Universidade Gregoriana
Ideias notáveisprecursor da Teoria atômica, fundador do Observatório Astronômico de Brera
Orientador(es)Godfrey Harold Hardy e John Edensor Littlewood
Campo(s)Teologia, Física, Astronomia, Matemática, Filosofia natural, Diplomacia, Poesia

Ruđer Josip Bošković, também conhecido como Ruggiero Giuseppe Boscovich [1](Dubrovnik, 18 de maio de 1711Milão, 13 de fevereiro de 1787), foi um jesuíta, físico, astrônomo, matemático, filósofo, diplomata e poeta croata[2][3][4][5][6][7][8]. Nascido na extinta República de Ragusa, posteriormente viveu na Inglaterra, França e finalmente na Itália.

Biografia

Ruggiero Boscovich Bettera nasceu em 18 de maio de 1711 na cidade de Ragusa (em croato Dubrovnik) de pai católico natural da Herzegovina e mãe de etnia italiana. E aos 14 anos se inscreveu no colégio jesuíta de Roma. Ali estudou, além de teologia, astronomia e matemática, terminou seu noviciado e entrou para a Ordem dos Jesuítas.

Publicou uma obra sobre as manchas solares em 1736 e, em 1740, passou a lecionar no Colégio Romano, sendo a partir daí conselheiro científico da Igreja Católica no Vaticano. Suas atividades em Roma incluíram, entre outras, a criação de observatório, a drenagem dos pântanos pontinos, a restauração do zimbório da Basílica de São Pedro e a cálculo da medida do trecho do meridiano entre Roma (41°54’N) e Rimini (44°03’N);

Saiu em viagem e explorou várias regiões da Europa e da Ásia, tendo feito pesquisas em sítios onde mais tarde Troia Homérica foi descoberta por Schliemann. Foi admitido na Royal Society de Londres em junho de 1760 e aí escreveu um longo poema sobre “aparências visíveis do Sol e da Lua”, sendo que sobre esse poema e Boscovich foi dito: “É Newton na boca de Virgílio

Em 1764 foi chamado para ocupar a cadeira de matemáticas e foi ainda diretor por seis anos do Observatório Astronômico de Brera em Milão.

Foi recebido pelos grandes pensadores e eruditos da época, tendo mantido correspondência com Voltaire e com Samuel Johnson. Foi agraciado com a nacionalidade francesa e passa a dirigir o departamento de óptica da Marinha Real, em Paris, onde viveu até 1783 e impressionou os astrônomos Joseph Lalande e Laplace e o enciclopedista d’Alembert, dentre outros.

Retornou à Itália, tendo vivido em Bassano durante dois anos, tratando da publicação, entre outras, de sua obra “Opera pertinentia ad opticam et astronomia” em 5 volumes. Ficou alguns meses no convento de Vallombrosa e voltou a Brera em 1786 e encerrou seus trabalhos. Sua saúde foi piorando, seu prestígio se esvaneceu. Desapontado e doente, foi para Milão onde faleceu em 1787, tendo sido sepultado na igreja de Santa Maria Podone.