Roger Scruton

Sir Roger Scruton
Roger Scruton (Fotografado por Phil Helme)
Nome completoRoger Vernon Scruton
Nascimento27 de fevereiro de 1944 (74 anos)
Lincolnshire, Inglaterra
Nacionalidadeinglês
CônjugeDanielle Laffitte (1973–1979);
Sophie Jeffreys (1996–presente)
Alma materJesus College, Cambridge
OcupaçãoFilósofo, escritor e compositor de ópera
Influências
PrémiosMedalha de mérito da República Tcheca (primeira classe)
Royal Society of Literature
Ordem do Império Britânico
Cavaleiro Celibatário
Género literárioFilosofia, Política, Estética, Arte, Estética Arquitetônica e Ética
Magnum opusO que é conservadorismo
Desejo Sexual, uma investigação filosófica
Escola/tradiçãoFilosofia Analítica, Fenomenologia, Conservadorismo
Página oficial
roger-scruton.com
"Entrevista de Roger Scruton pela rádio BBC (em inglês)

Sir Roger Vernon Scruton, FRSL KBE[1] (Buslingthorpe, Lincolnshire, 27 de fevereiro de 1944) é um filósofo e escritor inglês cuja especialidade é a Estética. Scruton tem sido apontado como o intelectual britânico conservador mais bem-sucedido desde Edmund Burke.[2] Scruton foi nomeado como Cavaleiro Celibatário pela Rainha Elizabeth II em junho de 2016.[3]

Scruton já escreveu mais de trinta livros, incluindo Art and Imagination (1974), The Meaning of Conservatism[4](1980), Sexual Desire (1986), The Aesthetics of Music (1997), A Political Philosophy: Arguments for Conservatism (2006), Beauty ([5]2009), Our Church (2012), How to be a Conservative[6] (2014), The Palgrave Macmillan Dictionary of Political Thought[7] e How to Think Seriously About the Planet: The Case for an Environmental Conservatism (2012). Ele também já escreveu livros didácticos sobre filosofia e cultura, dois romances, e compôs duas óperas.

Vida

Família

Scruton nasceu em Lincolnshire, filho de John "Jack" Scruton, um professor de Manchester e Beryl Claris Scruton. Ele foi criado com suas duas irmãs em Marlow e High Wycombe. O sobrenome Scruton foi adquirido posteriormente. Na certidão de nascimento de seu avô paterno o sobrenome que consta é Lowe; no da sua avó Margaret o documento não menciona um pai, portanto o sobrenome Scruton não consta em sua árvore genealógica. Entretanto Margaret decidiu batizar seu filho como Matthew Scruton. Scruton acha que sua avó foi funcionária de um Palácio feudal, chamado Scruton, e por isso batizou o filho com o sobrenome.[8]

Seu pai foi criado em casas conhecidas como “back-to-back” (casa de tijolo tipicamente inglesa) em Upper Cyrus Street, uma área de centro da cidade de Manchester. Ele ganhou uma bolsa de estudos para Manchester High School, escola de gramática. Scruton disse ao The Guardian que seu pai Jack odiava as alta classe e amava o campo, ao passo que sua mãe gostava de ficções românticas. Ele descreveu sua mãe como "uma admiradora de um ideal de conduta cavalheiresco que seu pai Jack esforçava-se para destruir."[9]

Educação

Scruton vivia com seus pais, duas irmãs, e Sam o cão, em uma casa geminada no estilo “pebbledashed” (outro típico estilo de casa inglesa) em High Wycombe. Embora seus pais tenham sido criados como cristãos, eles se consideravam humanistas, portanto o lar era uma "zona livre de religião". A relação de Scruton com seu o pai era difícil. Ele escreveu em Gentle Regrets: "Os amigos vêm e vão, passatempos e feriados passam pela sombra da alma como a luz do sol em um vento de verão, e o anseio pelo afeto é cortado em cada ponto pelo medo do julgamento".[10] Depois de ser admitido no colégio, ele frequentou a Royal Grammar School High Wycombe de 1954 a 1962. Ele concluiu a escola com três notas A, em matemática pura e aplicada, física e química, na qual passou com méritos. Os resultados rederam-lhe uma bolsa integral em ciências naturais em Cambridge além de uma bolsa de estudos. Scruton conta que foi expulso da escola pouco tempo depois, quando o diretor encontrou o anfiteatro em chamas e uma garota seminua tentando apagar o fogo, durante uma de suas peças. Quando contou à sua família que tinha ganhado um lugar em Cambridge, seu pai parou de falar com ele.[11]

Com intuito de estudar ciências naturais, ingressou em Cambridge - onde sentia-se "socialmente distanciado de cada menino da escola de gramática mas, espiritualmente em casa", Scruton acabou mudando de matéria para ciências morais (filosofia) no primeiro dia de faculdade. Graduou-se em 1965 e depois passou um tempo no exterior, lecionando na Universidade de Pau na França, onde conheceu sua primeira esposa, Danielle Laffitte.[12]

Em 1967 começou sua tese de doutorado em Jesus College (Cambridge) e, mais tarde, tornou-se pesquisador em Peterhouse, Cambridge, onde morava com Laffitte. Foi durante sua visita, em meio aos protestos estudantis, na França, em maio de 1968 que Scruton abraçou o conservadorismo pela primeira vez. Ele estava no Quartier Latin em Paris e vendo os alunos revirarem carros, quebrarem janelas e destruírem calçadas de pedra, pela primeira vez em sua vida "sentiu uma onda de raiva da política":[12]