Revoluções burguesas

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As revoluções burguesas são movimentos sociopolíticos ocorridos entre 1640 e 1850 nos quais a sociedade aristocrática, caracterizada pela monarquia absoluta e pelos títulos de nobreza, foi transformada em uma sociedade capitalista dominada pela produção mercantil liberal. Os exemplos clássicos de revoluções burguesas são a Revolução Inglesa (1640/88) e a Revolução Francesa (1789), nas quais "os mecanismos políticos, jurídicos e ideológicos de ambas garantiam, à burguesia, o desenvolvimento das relações capitalistas de produção e o exercício da dominação social e da hegemonia política sobre os demais segmentos da sociedade contemporânea". [1]

Concepção da burguesia

A concepção da burguesia de "revoluções burguesas" se baseava no Iluminismo, que pregava a liberdade, os direitos do homem e o livre mercado, em oposição ao absolutismo. O conceito é geralmente, ainda que de modo equivocado, restrito à onda revolucionária que ocorreu desde o final do século XVIII. Na sua definição política simplista, é conhecido como Revolução Liberal.

Seu principal exemplo foi a Revolução Francesa (1789), a qual se seguiram outras revoluções, na Europa (Revolução de 1820, Revolução de 1830, Revolução de 1848) e nas colônias americanas (Independência da América Espanhola). O Antigo Regime termina de vez na Rússia por meio da Revolução de Fevereiro de 1917 e da Revolução de Outubro, classificadas como revolução socialista e proletária. Alguns dos méritos da Revolução Francesa foram: abolir as corporações de ofício e o tabelamento de preços; remover restrições à indústria, finanças e bancos; encerrar os direitos e deveres feudais dos camponeses; e confiscar as terras da Igreja Católica para, depois, vendê-las para a iniciativa privada.[2]

A ideologia burguesa não se restringiu no entanto a essa classe, mas se estendeu a todo o corpo social, abrangendo a população não privilegiada, elementos proprietários individuais da nobreza e do clero e, em alguns casos, o próprio cerne do poder da monarquia absoluta.

Símbolo de alternativas sociais e políticas, o Dia da Bastilha (com maior impacto do que a anterior Declaração da Independência dos Estados Unidos) demonstrou a possibilidade de uma emancipação vista com medo em toda a aristocracia europeia, enquanto partidários das mudanças revolucionárias esperavam remover as barreiras que tolhiam a burguesia e o livre desenvolvimento das forças produtivas do capital.

Após o longo processo histórico da revolução burguesa, a classe burguesa assumiu o papel de classe dominante, gerando uma nova elite social que incluía o nobreza como classe alta. Simultaneamente, ocorria o processo de industrialização e de transformação de sociedade pré-industrial em sociedade industrial, uma mudança verdadeiramente revolucionária, que recebeu o nome de Revolução Industrial.