Recessão

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Em economia, recessão é uma fase de contração no ciclo econômico, isto é, de retração geral na atividade econômica[1] por um certo período de tempo, com queda no nível da produção (medida pelo produto interno bruto), aumento do desemprego, queda na renda familiar, redução da taxa de lucro, aumento do número de falências e concordatas, aumento da capacidade ociosa e queda do nível de investimento.[2][3][4][5][6][7]

Em vermelho-escuro, os países oficialmente em recessão (isto é, com dois trimestres consecutivos de queda no produto interno bruto) durante a crise financeira de 2007-2009

Costuma-se considerar que uma economia entra em recessão após dois trimestres consecutivos de queda no PIB.

Tal ideário surgiu primeiramente a partir de um artigo de Julius Shiskin publicado em 1974 pelo New York Times.[8][9] Da mesma forma, acredita-se que a recessão seja causada por uma queda generalizada nos gastos, e, assim, os governos costumam responder à recessão com políticas macroeconômicas expansionistas - expansão da oferta de meios de pagamento e do gasto público; redução de tributos - o que, entretanto, pode resultar em nova crise, a exemplo do que ocorreu após o colapso das pontocom, quando uma grande expansão do crédito inflou uma outra bolha, a das hipotecas, dando lugar à crise do subprime,[10] enquanto que a expansão do gasto público engendrou, algum tempo depois, a crise da dívida soberana na zona euro.

Tipos de recessão

Informalmente, os economistas se referem a diferentes tipos de recessão, segundo a forma assumida pela curva de evolução do produto interno bruto em cada caso. Assim, a alternância de períodos de queda e de crescimento define recessões em forma de V, U, L ou W.

A curva em V expressa uma curta e aguda contração, seguida de recuperação acelerada e sustentada, tal como a que ocorreu em 1990, a partir da Guerra do Golfo, com a resultante alta dos preços do petróleo, aumento da inflação, elevado desemprego, aumento do deficit público e lento crescimento do produto interno bruto, pelo menos até 1992 ou 1993.[11]

A curva em forma de U (recessão prolongada) ocorreu em 1973 com a guerra do Yom Kipur e o primeiro choque do petróleo, logo após a Revolução Iraniana. A recessão do Japão em 1993-1994 foi do tipo U e a de 1997-1999 foi do tipo L. Já os tigres asiáticos experimentaram recessões do tipo U entre 1997 e 1998, exceto a Tailândia, que se afundou em uma recessão tipo L.[12]

A recessão em forma de L ocorre quando a economia não volta a crescer por muitos anos (a chamada "década perdida"). Pode ser considerada como o tipo mais severo de recessão ou, mais apropriadamente, como depressão.

Já a curva em W caracteriza a chamada recessão double-dip ("duplo mergulho"), como a que ocorreu em 1980, durante o segundo choque do petróleo, quando a economia entra em recessão, emerge por um curto período em que há algum crescimento, mas rapidamente volta a cair em recessão.