Propaganda pelo ato

Question book.svg
Este artigo ou secção necessita de referências de fontes secundárias fiáveis publicadas por terceiros (desde outubro de 2015).
Por favor, , incluindo referências mais apropriadas vindas de fontes fiáveis e independentes.
Fontes primárias, ou que possuem conflito de interesse geralmente acadêmico)

Propaganda pelo Ato, também conhecida como Propaganda pela Ação ou ainda Propaganda pelo Feito (em inglês propaganda by the deed, em francês propagande par le fait) foi uma concepção estratégica anarquista muito popular entre os ilegalistas do final do século XIX, início do século XX. Consiste basicamente na realização de uma ação de grande visibilidade a fim de que esta se torne referência e inspiração para outras ações semelhantes e/ou complementares implementadas por outros grupos e indivíduos.

Origem Conceitual

A definição mais antiga de propaganda pela ação é talvez apresentada pelo teórico libertário revolucionário russo Mikhail Bakunin. Em seu texto conhecido como Cartas para um Francês Sobre a Presente Crise escrito em 1870 Bakunin defendeu uma aliança revolucionária entre a classe trabalhadora da cidade e o campesinato, afirmando ser necessário fazer propaganda do anarquismo não através de discursos, mas por meio de ações.[1]

...precisamos difundir nossos princípios, não com palavras mas com ações, esta é a mais popular, mais potente e mais irresistível forma de propaganda.

Tipos de bombas utilizadas pelos anarquistas ilegalistas.

Enquanto conceito a propaganda pelo ato foi apresentada pela primeira vez no ano de 1876 em um artigo do boletim da Federação de Jura escrito pelos anarquistas italianos Carlo Cafiero e Errico Malatesta. Este artigo afirmavam ser a propaganda pelo ato:

um ato insurreccional destinado a afirmar os princípios socialistas através da ação é o meio mais efetivo e o o único que sem enganar e corromper as massas pode penetrar até as camadas sociais mais profundas e atrair as forças vivas da Humanidade para a luta mantida pela Internacional.

Ao contrário do entendimento dos ilegalistas, a proposta de Malatesta e Cafiero não contemplava atentados individuais, mas fazia referência a alteração da ordem coletivamente: manifestações, motíns e levantes. O Essencial de sua proposta se fundamentava na ideia de que só palavras não são suficientes para comover ao grupo, entendido por eles como a sociedade. Tais ideias tornaram-se a base para uma série de atentados nos últimos anos do século XIX, que tiveram efeitos diversos do esperado.

O termo tornou-se popular através de um artigo escrito Paul Brousse (1844-1912), um joven médico francés, intitulado Propaganda pelo ato (Propagande par le fait, no original) publicado em Agosto de 1877, onde analisa a insurreição operária da Comuna de Paris e outro movimentos revolucionários como bons exemplos do que deve ser a ação revolucionária baseada na propagação através da ação.