Português europeu

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Português europeu (língua portuguesa)
Falado em: Angola
Cabo Verde Cabo Verde
Guiné-Bissau
Macau
 Moçambique
 Portugal
 São Tomé e Príncipe
Timor-Leste
Região:Na ausência de normas-padrão próprias, os outros países lusófonos (com excepção do Brasil) seguem as convenções da norma europeia.
Total de falantes:~55 milhões[1]
Família:Língua portuguesa
 Português europeu (língua portuguesa)
Regulado por:Academia de Ciências de Lisboa
Códigos de língua
ISO 639-1:pt-PT
ISO 639-2:---
Portuguese Empire 20th century.pngPortugués europeo.png

O português europeu[2], português lusitano[3] ou português de Portugal é a designação dada à variedade linguística da língua portuguesa falada em Portugal, em PALOP, em Timor-Leste, em Macau e pelos emigrantes portugueses, dos PALOP, de Timor-Leste e de Macau espalhados pelo mundo, englobando os seus dialectos regionais, vocabulário, gramática e ortografia.

De acordo com a legislação da União Europeia, o português é uma das línguas oficiais da União (sendo língua de trabalho do Parlamento Europeu, mas não da Comissão Europeia), pelo que em textos internacionais da União, bem como nos respectivos sítios oficiais, é usada a norma europeia.[4] Também é ensinado em Espanha, sobretudo na comunidade autónoma da Estremadura[5] e em todo o mundo através do Instituto Camões. Na ausência de normas-padrão próprias, os outros países lusófonos (com excepção do Brasil) seguem as convenções da norma portuguesa europeia, existindo assim cerca de 65 milhões de habitantes (de acordo com os últimos censos) em regiões que adoptam o português europeu.

A chamada "variedade-padrão" do português europeu é, segundo alguns autores, constituída pelo "conjunto dos usos linguísticos das classes cultas da região LisboaCoimbra".[6] Outros autores [carece de fontes?] consideram o português europeu-padrão como a variedade centro-meridional usada em Lisboa por falantes cultos. De facto, a "região Lisboa-Coimbra" nunca existiu (em termos geográficos, demográficos, sociológicos, linguísticos ou outros) e a atribuição de estatuto especial a Coimbra na difusão do padrão europeu (defendido, entre outros, por Manuel de Paiva Boléo [carece de fontes?]) resulta simplesmente da presença da Universidade. Já em finais do século XIX, o linguista e grande pioneiro da fonética Aniceto dos Reis Gonçalves Viana, apesar de reconhecer a existência do que designou um "padrão médio" que existiria no "centro do reino, entre Coimbra e Lisboa", acabou por descrever a "pronúncia normal" (ou seja, referencial ou ortofónica) do português europeu a partir do uso de Lisboa.[7]

O português europeu é regulado pela Academia de Ciências de Lisboa.[8]

Fonologia

Fonética

Fonética do Português Europeu[9] cer

Dialectos

Todas as línguas naturais mudam e apresentam variação interna de acordo com a localização geográfica ou o estatuto social dos seus falantes. As fronteiras dialectais que os dialectólogos explicitam, chamadas "isoglossas", são a interpretação cartográfica dos dados linguísticos recolhidos por observação ou por inquérito linguístico. A diversidade dialectal do português europeu tem sido caracterizada pelos seus principais estudiosos (José Leite de Vasconcellos, Manuel de Paiva Boléo e Luís Filipe Lindley Cintra) a partir, sobretudo, de características fonéticas diferenciadoras, ou seja, com base no estabelecimento de ‘isófonas’. Em termos fonético-fonológicos, existem, no território nacional português diversas variedades diatópicas distintas, algumas das quais possuem caracteríticas muito específicas, que dificultam a compreensão mútua.[10] Actualmente, considera-se que, no território português continental, há duas grandes subdivisões dialectais: os dialectos setentrionais e os dialectos centro-meridionais. Quanto aos dialectos insulares, originalmente descendentes de variedades centro-meridionais do continente, verifica-se que apresentam particularidades fonético-fonológicas muito marcadas. Os dialectos insulares têm sido objecto de investigação dialectológica aprofundada nas últimas décadas.[carece de fontes?]

Dialectos de Portugal

Grupos de dialectos[11]

Dialectos de Portugal.
  • Dialectos portugueses setentrionais
  • Dialectos portugueses centro-meridionais
    • Dialectos do centro litoral. Inclui Coimbra, Leiria e Ouvir registo sonoro recolhido em Moita do Martinho (Leiria). (7.) (base do português-padrão europeu)
    • Dialectos do centro interior (5.) e meridionais (2. e 3.). Ouvir registo sonoro recolhido em Serpa (Beja, Alentejo).
    • Dialectos das ilhas atlânticas
      • Dialectos portugueses insulares madeirenses. Ouvir registo sonoro recolhido em Câmara de Lobos. (8.) (têm características fonéticas, sobretudo nas vogais, claramente diferentes da dos outros dialectos portugueses)
      • Dialectos portugueses insulares açorianos. Ouvir registo sonoro recolhido em Ponta Garça (São Miguel). (1.) (têm características fonéticas, sobretudo nas vogais, claramente diferentes da dos outros dialectos portugueses)
Regiões subdialectais com características peculiares bem diferenciadas (também podem ser considerados grupos de dialectos distintos, embora incluídos em grupos de dialectos maiores)

Um mapa mais preciso da classificação Lindley Cintra pode ser encontrado no site do Instituto Camões.[12]