Paridade do poder de compra

Paridade do poder de compra (PPC) em 2017, segundo o Fundo Monetário Internacional.
PIB per capita por país em 2014, calculado com base na paridade do poder de compra.

Em economia a paridade do poder de compra (PPC) ou paridade do poder aquisitivo (PPC-teoria de longo prazo), é um método alternativo à taxa de câmbio para se calcular o Gustav Cassel que definiu que a taxa de câmbio de um país tende a se desvalorizar na mesma proporção que aumenta o nível dos preços. [1] Assim, a PPC procura medir o quanto uma determinada moeda pode comprar em termos internacionais (normalmente dólar), já que bens e serviços têm diferentes preços de um país para outro, ou seja, relaciona o poder aquisitivo de tal pessoa com o custo de vida do local, se ele consegue comprar tudo que necessita com seu salário.

A PPC é necessária porque a comparação dos produtos internos brutos (PIB) em uma moeda comum não descreve com precisão as diferenças em prosperidade material. A PPC, ao revés, leva em conta tanto as diferenças de rendimentos como também as diferenças no custo de vida. Isto é complicado porque os preços não flutuam num nível uniforme; na verdade, a diferença nos preços dos alimentos pode ser maior que a dos preços de habitação ou a dos preços de entretenimento. Ademais, os padrões de compra e até mesmo os bens disponíveis para compra são diferentes de país para país, portanto uma cesta constante de bens não pode ser utilizada para comparar preços em diferentes países.

As diferenças entre a PPC e a taxa de câmbio real podem ser significativas. Por exemplo, o PIB per capita na República Popular da China é cerca de 5000 dólares, enquanto que com base na PPC, passa a 8400 dólares. Na outra ponta, o PIB per capita nominal do Japão é cerca de 37600 dólares, mas o valor em PPC é de apenas 31400 dólares.

Medir o padrão de vida de um país apenas com a taxa de câmbio pode ser ilusório. Por exemplo: se o valor do peso mexicano cai em comparação com o dólar americano, o PIB mexicano medido em dólares também cairá. Mas a variação da taxa de câmbio é apenas resultado do comércio internacional e do mercado financeiro - isto não quer dizer que os mexicanos ficaram efetivamente mais pobres, desde que os salários e os preços em pesos permaneçam estáveis.

Em contra-partida, alguns estudos mostram que testes econométricos têm apresentado grandes divergências quanto à validade do modelo de paridade de poder de compra em sua forma original ou no contexto de um modelo monetário para preços tanto flexíveis quanto rígidos. [2]

Poder de compra em 2017

Os trinta países com o maior poder de compra do mundo em 2017 são: [3][4]

Países e organização internacional que participam no G20
Países que participam no G20 e no G7
# País PIB (PPC)
mundo Mundo 126 688 bilhões
1  China 23 159 bilhões
União Europeia União Europeia 20 989 bilhões
2 Estados Unidos EUA 19 391 bilhões
3 Índia Índia 9 459 bilhões
4 Japão Japão 5 429 bilhões
5 Alemanha Alemanha 4 171 bilhões
6 Rússia Rússia 4 008 bilhões
7 Brasil Brasil 3 141 bilhões
8 Reino Unido Reino Unido 3 128 bilhões
9 França França 2 586
10 Indonésia Indonésia 2 556 bilhões
11 México México 2 458 bilhões
12 Itália Itália 2 311 bilhões
13 Turquia Turquia 2 173 biliões
14 Coreia do Sul Coreia do Sul 2 029 bilhões
15 Espanha Espanha 1 774 biliões
16 Arábia Saudita Arábia Saudita 1 774 bilhões
17 Canadá Canadá 1 769 bilhões
18 Irão Irão 1 665 biliões
19 Austrália Austrália 1 246 biliões
20 Tailândia Tailândia 1 234 biliões
21 Egito Egito 1 201 biliões
22 República da China Taiwan 1 185 biliões
23 Polónia Polónia 1 121 biliões
24 Nigéria Nigéria 1 119 biliões
25 Paquistão Paquistão 1 057 biliões
26 Malásia Malásia 931 biliões
27 Argentina Argentina 920 biliões
28 Países Baixos Holanda 916 biliões
29 Filipinas Filipinas 876 biliões
30 África do Sul África do Sul 766 biliões
  • Países e organização internacional que participam no G20
    • Países que participam no G20 e no G7

Referências

  1. Palaia, Daniel; Márcio Holland (2010). «Taxa de câmbio e paridade de poder de compra no Brasil: análise econométrica com quebra estrutura» (PDF). Ribeirão Preto: USP. Economia Aplicada. 14 (1). 1980-5330 
  2. Holland, Márcio; Pedro L. Valls Pereira (1999). «Taxa de Câmbio Real e Paridade de Poder de Compra no Brasil» (PDF). FGV. RBE. 53 
  3. «Report for Selected Country Groups and Subjects (PPP valuation of country GDP)». FMI. Consultado em 9 Maio 2018. 
  4. «Report for Selected Country Groups and Subjects». www.imf.org. Consultado em 20 Julho 2018.