Organismo
English: Organism

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Em biologia, organismos (do grego organismós,[1] "conjunto") são aqueles que apresentam as seguintes características: capacidade de extrair energia a partir de nutrientes, adaptação às mudanças ambientais e reprodução. O pesquisador Norman Horowitz propôs que organismos vivos devem ter as seguintes propriedades: replicação, catálise e mutabilidade. Outros autores definem a vida, que seria a propriedade definidora dos organismos vivos, como um sistema químico autossustentado capaz de sofrer evolução Darwiniana.[2] Entretanto, essa definição possui sérias restrições pois não contempla, por exemplo, híbridos como a mula, que é claramente um organismo vivo mas não é capaz de se reproduzir. Já alguns cristais aumentam de tamanho em soluções supersaturadas de seus componentes, mas não são considerados organismos vivos. Por se tratar de um tema muito complexo há diversas formas de definir e classificar organismos baseados em características morfológicas, metabólicas e genéticas.

Origem da Vida

Um dos primeiros a discutir a origem da vida sob uma ótica científica foi Charles Darwin, um dos criadores da teoria da evolução. Os elementos C, H, O, N, P e S são os principais constituintes da matéria viva, sendo assim considerados elementos químicos essenciais para vida. O carbono é o elemento predominante na matéria viva devido a sua versatilidade e capacidade de formar diversas moléculas biológicas.

O desenvolvimento da vida aconteceu ao longo de três estágios importantes: a evolução química, onde biopolímeros constituídos de pequenas moléculas presentes na atmosfera da Terra pré-biótica foram formados; a auto-organização desses novos compostos em grupos e sua autorreplicação que conduziu à transição desses compostos a uma entidade viva seguida por uma compartimentalização desse organismo; e por fim a evolução biológica que ocasionou a formação dos organismos multicelulares.

A competição de fontes de energia entre esses organismos primitivos induziu o desenvolvimento de sistemas metabólicos devido à necessidade de formar compostos ricos em energia que eram essenciais para as reações de formação dos biopolímeros. Assim como o surgimento dos processos de fotossíntese e respiração ocorreram como uma resposta a diferentes pressões ambientais.

Durante a formação da vida, ocorreram uma série de reações espontâneas que deram origem a compostos simples solúveis em água como os aminoácidos, moléculas formadoras das proteínas (do grego: proteios, essencial). Além disso, as bases nitrogenadas que formam os ácidos nucleicos também podem ter sido formadas por reações prebióticas. A partir de então, é provável que o processo de origem da vida tenha seguido a teoria darwiniana de seleção natural: compostos mais resistentes à degradação tinham vantagem seletiva em relação aos outros. No entanto, o ambiente prebiótico era algo como uma “lagoa ou “sopa” primitiva onde os compostos e reações químicas se misturavam, dificultando o desenvolvimento de um conjunto de compostos com vantagem seletiva, uma vez que eles ficavam diluídos na “lagoa”. O surgimento de compartimentos que englobassem esses compostos foi essencial para o estabelecimento de sítios mais resistentes e com maior vantagem evolutiva, através das modificações ao acaso ao longo da sequência de reações químicas. Acredita-se que esses compartimentos surgiram a partir de vesículas vazias que acabaram se dobrando e formando os estágios iniciais do que chamamos célula. Posteriormente, essas estruturas tornaram-se mais complexas, com a formação e especialização de organelas e membranas.