Modelo econômico

Gráfico do Modelo IS-LM. Exemplo tanto de um modelo matemático como gráfico. A curva IS desloca-se à direita, tanto por uma política fiscal de incremento da despesa ou de transferências, ou como por uma diminuição da taxa de impostos. O equilíbrio encontra-se portanto em Y2 e i2.

Pode-se entender um modelo econômico como uma representação (ver modelo científico) ou proposta (ver constructo social) mais amplamente, como um conceito que já seja proposicional ou metodológico a respeito de algum processo ou fenômeno econômico. Como em outras disciplinas, os modelos são, em geral, representações ideais ou simplificadas, que ajudam ao entendimento de sistemas reais mais complexos.[1]

Os modelos usam-se comumente não só para explicar como opera a economia ou parte dela, mas também para realizar inferências sobre o comportamento dos fatos e determinar os efeitos ou tomar decisões sobre os mesmos.[2]

Como sugere o anterior, um modelo pode constituir uma representação de aspectos já seja gerais ou mais específicos. Pode ter um papel normativo ou descritivo, etc.[3]

Adicionalmente os modelos econômicos podem geralmente dividir-se entre modelos conceituais, que usualmente possuem um caráter crítico ou analítico (ver Criticismo); modelos matemáticos, que procuram ser uma representação teórica - utilizando variáveis e suas relações matemáticas - do funcionamento dos diversos processos econômicos (ver economia matemática) e modelos diagramáticos ou gráficos, que são a representação de dados, geralmente numéricos, mediante recursos gráficos (tais como linhas, vetores, superfícies ou símbolos), para que as relações que os diferentes elementos ou fatores guardam entre sim se manifestem visualmente. (ver também Iconografía das correlações).

Em termos metodológicos, um modelo ocupa uma posição intermediária entre a realidade e as teorias.[4][5]

Características dos modelos

A partir deste ponto de vista, e como se avançou, os modelos podem se referir a aspectos gerais ou mais específicos da área de estudo da economia. Um modelo é uma ferramenta de representação de uma realidade mais complexa que o modelo, não obstante, o modelo serve para fazer afirmações gerais sobre a realidade que representa, e nisso reside seu valor, que sendo mais facilmente compreensível que a própria realidade, permite fazer afirmações sobre a realidade que renderiza. Um bom modelo econômico requer duas características importantes:

  • Simplificação, dado que o modelo deve oferecer resultados compreensíveis e manejáveis, é importante que um modelo econômico simplifique alguns aspectos complexos dos processos econômicos. A complexidade real pode dever-se a complexidade psicológicas ou de interação entre agentes econômicos, limitações de recursos, restrições ambientais ou geográficas, requisitos legais ou inclusive flutuações puramente aleatórias. O modelo deve substituir estas dificuldades por outras coisas, conservando uma resposta similar à realidade que renderiza. A simplificação requer por tanto uma eleição raciocinada de variáveis e relações entre elas que sejam relevantes para analisar e representar a informação útil.
  • Seleção dos aspectos relevantes, um modelo não prediz qualquer complexidade existente num sistema econômico, mas certas características gerais dos mesmos que se consideram importantes. Por exemplo a inflação é um conceito econômico geral, mas medir a inflação requer um modelo de comportamento, portanto um economista pode diferenciar entre mudanças apenas no preço, e mudanças no preço que podem ser atribuídas à inflação. Para certos aspectos só as mudanças reais são importantes, enquanto para certas questões econômicas só o efeito devido à inflação é importante.