Lycopodiophyta

Como ler uma infocaixa de taxonomiaLycopodiophyta
licófitas
Ocorrência: Silúrico (428 MA) à actualidade.[1]
Classificação científica
Reino:Plantae
Divisão:Lycopodiophyta
D.H.Scott 1900[2]
Classes
Sinónimos
Lycopodiales: Lycopodiella inundata.
Isoetales: Isoetes lacustris.

Lycopodiophyta (algumas vezes designada por Lycophyta ou lycopods) é um clado de plantas vasculares, normalmente considerado ao nível taxonómico de divisão ou subdivisão, que agrupa de 10 a 15 géneros com cerca de 1290 espécies.[3] O clado é considerado a mais antiga divisão de plantas vasculares extantes, incluindo algumas das mais basais espécies vivas conhecidas. A reprodução é por dispersão de esporo e exibem alternância de gerações macroscópica, com espécies dos tipos homósporas e heterósporas. Diferem-se de todas as outras plantas vasculares por apresentarem micrófilos, folhas com um único feixe vascular, característica que diferencia este agrupamento dos táxons dotadas de megáfilos (monilófitas e plantas com semente), ou seja de folhas complexas.

Descrição

As Lycopodiophyta (frequentemente designadas por licófitas) são a linhagem de traqueófitas extantes (vivas) que se conhece e contém plantas extintas, como o género Baragwanathia, que se conhece do registo fóssil do Siluriano (ca. 425 milhões de anos atrás).[4][5]

Estas espécies reproduzem-se pela libertação de esporos e apresentam alternância de gerações macroscópica, com espécies exibindo homosporia e outras heterosporia. A maioria dos membros do agrupamento Lycopodiophyta apresenta uma protostela, tendo como geração dominante o esporófito.[6] Diferenciam-se de todas as restantes plantas vasculares por apresentarem folhas do tipo micrófilo, ou seja folhas com um único feixe vascular formando uma venação linear não ramificada. Estas folhas são muito distintas dos megáfilos de venação complexa presentes nas Monilophyta e Spermatophyta.

As Lycopodiopsida são homospóricas, mas os géneros Selaginella e Isoetes são heterospóricos, com os esporos femininos maiores que os masculinos, com os gametófitos a formarem-se inteiramente dentro das paredes dos esporos.

Os esporos de Lycopodiophyta são altamente inflamáveis e têm sido utilizados como pó de licopódio em pirotecnia e outros fins técnicos e científicos.[7] O composto designado por Huperzine A, isolado da espécie chinesa Huperzia serrata, está a ser considerado como possível tratamento para a doença de Alzheimer.[8]