Isabel II do Reino Unido

Isabel II
Rainha do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte e de Seus Outros Reinos e Territórios, Chefe da Commonwealth
Rainha do Reino Unido e dos
Reinado6 de fevereiro de 1952
presente
Coroação2 de junho de 1953
Antecessor(a)Jorge VI
HerdeiroCarlos, Príncipe de Gales
 
MaridoFilipe da Grécia e Dinamarca
DescendênciaCarlos, Príncipe de Gales
Ana, Princesa Real
André, Duque de Iorque
Eduardo, Conde de Wessex
CasaWindsor
Nome completo
Isabel Alexandra Maria
Nascimento21 de abril de 1926 (92 anos)
 Londres, Inglaterra, Reino Unido
PaiJorge VI do Reino Unido
MãeIsabel Bowes-Lyon
ReligiãoIgreja Anglicana
Brasão

Isabel II ou Elizabeth II (Londres, 21 de abril de 1926) é a Rainha do Reino Unido e de quinze outros estados independentes conhecidos como Reinos da Comunidade de Nações, além de chefe da Commonwealth formada por 53 estados. É também a Governadora Suprema da Igreja da Inglaterra e, em alguns de seus reinos, possui ainda o título de Defensora da Fé. Ao ascender ao trono em 6 de fevereiro de 1952, Isabel se tornou a Chefe da Comunidade Britânica e rainha de sete países independentes: Reino Unido, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, África do Sul, Paquistão e Ceilão. Entre 1956 e 1992 o número de reinos variou já que certos territórios ganharam sua independência e outros tornaram-se repúblicas. Atualmente, além dos quatro primeiros estados mencionados, Isabel é rainha da Jamaica, Barbados, Bahamas, Granada, Papua-Nova Guiné, Ilhas Salomão, Tuvalu, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Belize, Antígua e Barbuda e São Cristóvão e Nevis.

Isabel nasceu em Londres e foi educada particularmente em casa. Seu pai ascendeu ao trono em 1936 como Jorge VI depois da abdicação do irmão Eduardo VIII, e ela passou a ser a herdeira presuntiva da coroa. Isabel passou a assumir deveres públicos durante a Segunda Guerra Mundial, em que ela serviu no Serviço Territorial Auxiliar. Ela se casou com o príncipe Filipe da Grécia e Dinamarca em 1947, com quem teve quatro filhos: Carlos, Ana, André e Eduardo. Seu pai morreu em fevereiro de 1952 e Isabel ascendeu ao trono aos 25 anos. Sua coroação ocorreu no ano seguinte e foi a primeira a ser televisionada.

As muitas visitas e encontros históricos de Isabel incluem uma visita oficial a República da Irlanda, a primeira visita de um presidente irlandês ao Reino Unido e visitas recíprocas com vários papas. Ela viu também grandes mudanças constitucionais, como a devolução dos poderes aos estados constituintes do Reino Unido, a patriação do Canadá e a descolonização da África. Isabel também reinou durante várias guerras e conflitos envolvendo muitos de seus reinos.

Tempos de significância pessoal incluem os nascimentos e casamentos de seus filhos e netos, a investidura do Príncipe de Gales e a celebração de marcos como seus jubileus de Prata em 1977, Ouro em 2002 e Diamante em 2012. Momentos de dificuldade incluem a morte de seu pai aos 56 anos, o assassinato de Louis Mountbatten, tio do príncipe Filipe, o fim dos casamentos de seus filhos em 1992 (um ano que ela mesma chamou de annus horribilis), a morte em 1997 de Diana, Princesa de Gales, ex-esposa de Carlos, e as mortes de sua irmã e mãe em 2002. Isabel ocasionalmente enfrentou movimentos republicanos e pesadas críticas a família real, porém o apoio a monarquia e sua popularidade pessoal permanecem altos.

Início de vida

Princesa Isabel em 1929, aos três anos de idade.

Isabel foi a primeira filha do príncipe Alberto, Duque de Iorque, e sua esposa Isabel Bowes-Lyon. Seu pai era o segundo filho do rei Jorge V do Reino Unido e da rainha Maria de Teck. Sua mãe era a filha mais nova do aristocrata escocês Claude Bowes-Lyon, 14.º Conde de Strathmore e Kinghorne. Ela nasceu de uma cesariana às 2h40min do dia 21 de abril de 1926 na casa de seu avô materno em Mayfair, Londres.[1] Foi batizada em 29 de maio por Cosmo Lang, o Arcebispo de Iorque, na capela do Palácio de Buckingham.[2] Seus padrinhos foram o rei e a rainha, seu avô materno, seu tio-bisavô paterno o príncipe Artur, Duque de Connaught e Strathearn, sua tia paterna Maria, Princesa Real, e sua tia materna Mary Elphinstone.[3] Ela foi nomeada Isabel em homenagem a mãe, Alexandra em homenagem a bisavó paterna, que havia morrido seis meses antes, e Maria em homenagem a avó paterna.[4] Sua família a chamava de "Lilibet".[5] Jorge V a adorava e as visitas de Isabel foram creditadas pela imprensa e biógrafos como um dos fatores que ajudaram na sua recuperação durante uma séria doença em 1929.[6]

Sua única irmã, Margarida, nasceu quatro anos depois. As duas princesas foram educadas em casa sob a supervisão de sua mãe e sua governanta, Marion Crawford, casualmente conhecida como "Crawfie".[7] As aulas concentravam-se em história, línguas, literatura e música.[8] Para o desalento da família real,[9] Crawford publicou em 1950 uma biografia das infâncias de Isabel e Margarida chamada The Little Princesses. O livro descreve a paixão de Isabel por cavalos e cachorros, sua disposição metódica e sua atitude de responsabilidade.[10] Outros ecoaram tais observações: Winston Churchill descreveu a princesa aos dois anos como "uma figura. Ela tem um ar de autoridade e surpreendente reflexividade para uma criança".[11] Sua prima Margaret Rhodes a descreveu como "uma menina alegre, mas fundamentalmente sensível e bem-comportada".[12]