György Lukács

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György Lukács
Nascimento13 de abril de 1885
Budapeste
Morte4 de junho de 1971 (86 anos)
Budapeste
Nacionalidadehúngaro
Influências
Magnum opusMarx e Engels como historiadores da literatura
Escola/tradiçãoMarxismo

György Lukács ou Georg Lukács (IPA[ɟørɟ lukɑːtʃ], Budapeste, 13 de abril de 1885 — Budapeste, 4 de junho de 1971) foi um filósofo húngaro de grande importância no cenário intelectual do século XX. Segundo Lucien Goldmann, Lukács refez, em sua acidentada trajetória, o percurso da filosofia clássica alemã: inicialmente um crítico influenciado por Immanuel Kant, depois o encontro com Georg Wilhelm Friedrich Hegel e finalmente, a adesão ao marxismo. Seu nome completo era Georg Bernhard Lukács von Szegedin em alemão ou Szegedi Lukács György Bernát em húngaro.

Período pré-marxista

Enquanto estudava na Universidade de Budapeste, Lukács foi membro de vários círculos socialistas que o colocaram em contato com o anarco-sindicalista Ervin Szabó, que o introduziu nas obras de Georges Sorel. Seu enfoque neste período foi, portanto, modernista e anti-positivista. De 1904 a 1908, ele esteve envolvido num grupo teatral que produziu peças de dramaturgos como Henrik Ibsen, August Strindberg e Gerhart Hauptmann.

Lukács passou a maior parte deste período na Alemanha: estudou em Berlim em 1906 e, novamente, em 1909-10, onde fez amizade com Georg Simmel, e em Heidelberg, em 1913, onde se tornou amigo de Max Weber, Ernst Bloch e Stefan George. O sistema idealista que Lukács subscrevia neste tempo era derivado do neokantismo que dominava as universidades da Alemanha, mas também de algo de Platão, Hegel, Kierkegaard, Dilthey e Dostoievsky.

Lukács retornou a Budapeste em 1915 e liderou um círculo intelectual predominantemente de esquerda, que incluía figuras eminentes tais como Karl Mannheim, Béla Bartok, Béla Balázs e Karl Polanyi entre outros.