Guerra de Secessão

Guerra Civil Americana
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Data12 de abril de 1861 - 9 de maio de 1865[1]
(último tiro disparado 22 de junho de 1865)[2]
LocalRegião Sul dos Estados Unidos, Região Nordeste dos Estados Unidos, Região Oeste dos Estados Unidos, Oceano Atlântico
DesfechoVitória da União
Beligerantes
Flag of the United States (1861-1863).svg Estados UnidosFlag of the Confederate States of America (1861–1863).svg Estados Confederados
Comandantes
Flag of the United States (1861-1863).svg Abraham Lincoln
Flag of the United States (1861-1863).svg Winfield Scott
Flag of the United States (1861-1863).svg George B. McClellan
Flag of the United States (1861-1863).svg Henry Wager Halleck
Flag of the United States (1861-1863).svg Ulysses S. Grant
Flag of the United States (1861-1863).svg Gideon Welles
Flag of the Confederate States of America (1861–1863).svg Jefferson Davis

Flag of the Confederate States of America (1861–1863).svg Robert E. Lee
Flag of the Confederate States of America (1861–1863).svg P.G.T. Beauregard
Flag of the Confederate States of America (1861–1863).svg Joseph E. Johnston
Flag of the Confederate States of America (1861–1863).svg Stephen Mallory

Flag of the Confederate States of America (1861–1863).svg Stonewall Jackson
Forças
2 200 000750 000 – 1 000 000
Baixas
110 000 mortos em ação
230 000 mortos por acidentes/doenças
25 000-30 000 mortos em prisões confederadas
+ 282 000 feridos
181 193 capturados

Total: 828 000 mortos, feridos, aprisionados ou desaparecidos
94 000 mortos em ação
27 000-31 000 mortos em prisões da União
+ 137 000 feridos
436 658 capturados



Total: 864 000 mortos, feridos, aprisionados ou desaparecidos
600 000 – 1 000 000 de mortos (entre civis e militares)

A Guerra Civil Americana, também conhecida como Guerra de Secessão ou Guerra Civil dos Estados Unidos (ver os nomes atribuídos ao evento), foi uma guerra civil travada entre 1861 e 1865 nos Estados Unidos, depois de vários estados escravagistas do sul declararem sua secessão e formarem os Estados Confederados da América, conhecidos como "Confederação" ou "Sul". Os estados que não se rebelaram ficaram conhecidos como "União" ou simplesmente "Norte". O conflito teve sua origem na controversa questão da escravidão, especialmente nos territórios ocidentais. Após quatro anos de sangrentos combates que deixaram mais de 600 mil americanos mortos e destruíram grande parte da infraestrutura do sul do país, a Confederação entrou em colapso, a escravidão foi abolida, um complexo processo de reconstrução começou, a unidade nacional foi restaurada e a garantia de direitos civis aos escravos libertos teve início.

Na eleição presidencial de 1860, os republicanos, liderados por Abraham Lincoln, se opuseram à expansão da escravidão em territórios sob a jurisdição dos Estados Unidos. Lincoln venceu o pleito, mas antes de sua posse em 4 de março de 1861, sete estados escravagistas, com suas economias baseadas na produção de algodão, declararam sua secessão da União e mais tarde formaram a Confederação. O então presidente democrata, James Buchanan, junto com os republicanos, rejeitaram a secessão dos estados do sul como inconstitucional. Em seu discurso de posse, Lincoln declarou que sua administração não iria iniciar uma guerra civil, mas a diplomacia falhou. Os oito estados escravagistas restantes continuaram a rejeitar os pedidos de secessão. As forças confederadas então partiram para tomar vários fortes federais no território reivindicado pela Confederação. Uma conferência de paz em 1861 não alcançou qualquer resultado e ambos os lados prepararam-se para a guerra. Os confederados assumiram que os países europeus eram tão dependentes do comércio de algodão, que interviriam no conflito e reconheceriam a existência dos novos Estados Confederados da América, o que não ocorreu.

As hostilidades começaram de fato em 12 de abril de 1861, quando as forças confederadas tomaram Fort Sumter, um forte chave mantido por tropas da União na Carolina do Sul. Lincoln conclamou cada estado a fornecer tropas para retomar o forte e, consequentemente, mais quatro estados escravagistas aderiram à Confederação, elevando o total de membros para onze estados (dos 34 que formavam os Estados Unidos na época). A União, no entanto, logo controlou os estados fronteiriços e estabeleceu um bloqueio naval que aleijou a economia sulista. A luta na frente leste permaneceu inconclusiva entre 1861 e 1862. No outono de 1862, a campanha confederada em Maryland, um estado da União, terminou com o recuo confederado na Batalha de Antietam, dissuadindo uma possível intervenção franco-britânica.[3] Lincoln emitiu a Proclamação de Emancipação, que tornou o fim da escravidão um dos objetivos da guerra.[4]

No oeste, no verão de 1862, a União destruiu a marinha confederada e então seus exércitos cercaram e conquistaram Vicksburg, dividindo a Confederação em dois a partir do rio Mississippi. Em 1863, a incursão confederada ao norte, liderada por Robert E. Lee, terminou em fracasso na Batalha de Gettysburg. Os sucessos no front ocidental levaram o general Ulysses S. Grant ao comando de todos os exércitos da União em 1864. Enquanto isso, as tropas nortistas, lideradas por William T. Sherman, seguiram a leste para capturar a cidade de Atlanta e marcharam em direção ao mar, destruindo a infraestrutura da Confederação ao longo do caminho. A União usou seus vastos recursos materiais e humanos para atacar a Confederação em todas as direções, e pôde se dar ao luxo de promover uma guerra de exaustão contra Richmond, a então capital confederada e seu centro nervoso político. O exército confederado falhou em sua defesa, levando à rendição de Lee a Grant durante a Batalha de Appomattox Court House, em 9 de abril de 1865. Todos os generais confederados renderam-se nesse verão.

A Guerra Civil Americana foi uma das primeiras verdadeiras guerras industriais. Estradas de ferro, o telégrafo, navios a vapor e armas produzidas em massa foram utilizados extensivamente. A mobilização de fábricas, minas, estaleiros, bancos, transportes e alimentos civis prenunciavam a Primeira Guerra Mundial. O conflito foi a guerra mais mortal na história dos Estados Unidos, matando cerca de entre 600 000 e 1 000 000 de americanos.[5] O historiador John Huddleston estima o número de mortos em dez por cento de todos os homens do norte, com idades entre os 20 e 45 anos, e 30 por cento de todos os homens brancos do sul, com idades entre 18 e 40 anos.[6]

Causas da secessão

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Raízes históricas

A origem da divisão dos Estados Unidos em "Norte" e "Sul" data dos tempos coloniais, quando a área que atualmente constitui os Estados Unidos ainda era colónia de três países - Espanha, França e Reino Unido. Primariamente, tais diferenças começaram devido a diferenças geográficas na região das Treze Colônias britânicas. No sul, os primeiros ocupantes da região encontraram um clima quente e um solo fértil, ideal para o cultivo de tabaco. Grandes plantações de tabaco foram cultivadas, e mão-de-obra escrava foi trazida em grande quantidade do continente africano. Posteriormente, algodão e cana-de-açúcar passaram a ser cultivados também nestes Estados. Rapidamente, a agricultura sob o sistema de Plantation e um estilo de vida primariamente rural passou a dominar os estados do Sul.[carece de fontes?]

Enquanto isto, o clima frio e o solo rochoso dos Estados do Norte mostraram-se pouco adequados à prática da agricultura. Isto forçou os colonos desta região a procurarem outras fontes de renda como o comércio e a manufatura, favorecendo assim a criação de grandes cidades comerciais como Boston, Filadélfia e Nova Iorque - e, apesar de, no ano do início da Revolução Americana de 1776, a maioria da população do Norte ainda vivia em áreas rurais, a economia destes Estados já era baseada primariamente no comércio e na manufatura.[carece de fontes?]

Após a independência dos Estados Unidos, e até a década de 1850, as diferenças entre o Norte, cada vez mais industrializado, e o Sul agropecuário aumentavam gradativamente. Na década de 1850, os Estados Unidos já haviam se expandido até seus atuais limites territoriais na América do Norte. Posteriormente, adquiriria o Alasca, da Rússia, Havaí e outros territórios ultramarinos. Então, os Estados Unidos já estavam em uma fase de rápida industrialização. Porém, o rápido crescimento econômico do país esteve concentrado primariamente nos Estados do Norte. Este crescimento causou o rápido crescimento populacional das cidades da região, gerando grandes avanços na área de transportes e comunicações. Apesar do Sul também ter passado por este processo, o progresso ocorreu muito mais lentamente do que no Norte.[carece de fontes?]

Diferenças culturais

A crença de que a população do Norte era mais receptiva à tecnologia e modernização do que a população do Sul é equívoca. A procura de novas tecnologias de produção era característica tanto da manufatura nortista quanto da agropecuária sulista; foi no Sul que surgiram as primeiras universidades agrícolas do mundo, com o objetivo principal de procurar inovações que melhorassem a eficiência do campo; isto possibilitou que no século XIX os produtores de algodão conseguissem maiores margens de lucros apesar da decadência do preço deste produto no mercado mundial. Pode-se considerar como uma diferença marcante entre Norte e Sul a distribuição da renda, pois no Norte ela era mais equitativa, mais bem distribuída, enquanto que no Sul havia uma concentração de renda nas mãos dos latifundiários e uma grande parcela da população desprovida de renda formal - os escravos. As elites intelectuais das duas regiões eram muito diferentes entre si; porém, ambas eram defensoras do liberalismo, mas com significados diferentes. No Norte o liberalismo era visto como a defesa do "solo livre", do "trabalho livre", do "homem livre". Já no Sul, o liberalismo significava a defesa da propriedade privada (escravo era tido como propriedade privada) e do livre comércio em oposição ao protecionismo nortista.[7]

Os desentendimentos entre sulistas e nortistas remontam à Revolução Americana de 1776-1783, pois o Sul, no início da democracia americana, era menos favorecido economicamente; basicamente era uma população mais pobre, mais miscigenada e rústica, portanto, mais sensível aos preceitos do "ter" e do "ser". A cultura nortista era menos tradicionalista, menos aristocrática, muito trabalhadora e ambiciosa. Esta cultura foi o principal fator do desenvolvimento econômico espetacular do Norte desde a independência dos Estados Unidos até à década de 1850.[carece de fontes?]

Plantação de algodão na Geórgia.

Escravidão

Uma foto de 1863 de Gordon, um escravo açoitado, distribuída no Norte durante a guerra.[8]

Em tempos coloniais, os americanos viam a escravidão como algo necessário. Quando os Estados Unidos tornaram-se independentes, os poucos abolicionistas da época pressionaram o governo do país a abolir a escravidão na Constituição do país, mas não tiveram sucesso.[carece de fontes?]

No período imediatamente após a independência é clara a hegemonia dos Estados do Sul, sendo relevante destacar que durante 32 dos primeiros 36 anos após a independência, a presidência é ocupada por proprietários de escravos provenientes da Virgínia, estado onde estavam 40% dos escravos do país, sendo que 12 das primeiras 16 eleições presidenciais, entre 1788 e 1848, colocaram um proprietário de escravos do Sul na Casa Branca.[9]

Tal hegemonia devia-se em parte ao peculiar Compromisso dos Três Quintos, segundo o qual, para efeito de determinação do números de representantes dos Estados no Colégio Eleitoral que elegia o presidente, levava-se em conta a população de escravos, que não eram eleitores, reduzida a três quintos.[10][11]

No começo do século XIX, vários nortistas começaram a ver a escravidão como errada, desnecessária e imoral para o país, e muitos deles começaram a advocar ideias abolicionistas. Uma minoria dos sulistas, por sua vez, também possuía ideias abolicionistas. Porém, a maioria da população livre do Sul apoiava a abolição da escravatura.[12] Cerca de metade da população dos Estados do Sul era composta por afro-americanos e seus descendentes, considerados mão de obra forte, saudável e obediente[carece de fontes?]. A maioria dos sulistas lucrava muito com a escravidão e esta fazia parte da cultura local[carece de fontes?]. Cerca de um terço da população branca do Sul era um membro de uma família dona de escravos. Cerca de metade destas famílias tinham entre um a cinco escravos, e 1% tinham mais de cem. Mesmo muitos sulistas que não possuíam escravos eram a favor da escravidão[carece de fontes?], o que caracteriza o conceito de Sociedade Escravista criado pelo professor Douglas Colle Libby da Universidade Federal de Minas Gerais, que significa: aquela sociedade em que ocorre a escravidão e que esta é de tal forma impregnada na sociedade que determina como as demais pessoas se relacionam ao trabalho.[carece de fontes?]

Em 1850, um conjunto de atos, reunidos no Compromisso de 1850, foram aprovados pelo Congresso americano, numa tentativa de solucionar os atritos entre o Norte e o Sul. Os Compromissos permitiriam a continuação da escravidão, mas proibiriam-na no Distrito de Columbia. O Compromisso também admitiria a Califórnia à União como um estado livre (onde a escravidão seria proibida), mas permitiria a escravidão em territórios recentemente adquiridos ou criados, bem como o direito de decisão entre a permissão ou a proibição da escravidão.[carece de fontes?]

Membros de uma aristocracia agrária e escravocrata dominavam a sociedade e a política no Sul dos Estados Unidos.

Em 1854, o Ato de Kansas-Nebraska foi aprovado pelo Congresso, novamente, numa tentativa do governo americano de tentar solucionar os atritos entre o Norte e o Sul. O Acto criou os territórios de Kansas e de Nebraska, e permitia a escravidão nestes dois territórios. O Acto também especificava que, caso um território fosse elevado à categoria de Estado, a sua população teria o direito de votar a favor ou contra a continuação da escravidão. Porém, muitos nortistas opuseram-se a este Acto, alegando que, uma vez que a escravidão estivesse bem fincada num território, estaria ali para ficar. Em 1856, a maioria da população de Kansas votou contra a escravidão, mas grupos pró-escravidão recusaram-se a aceitar a decisão, e, logo, revoltas populares surgiram no estado. Ainda no mesmo ano, o senador abolicionista Charles Sumner foi espancado até ficar inconsciente por um representante do Sul. Em 1861, o Kansas juntou-se à União como um estado livre.[carece de fontes?]

A Decisão Dred Scott foi um caso judicial julgado pela Suprema Corte. No caso, Dred Scott, um escravo, reivindicava a liberdade, alegando que já havia morado em um território livre. Porém, a Suprema Corte decidiu que ele, como escravo, era propriedade. Além disso, a Suprema Corte alegou que negros não podiam ser considerados cidadãos americanos. Esta decisão gerou grande controvérsia e raiva no Norte.[13]

Em 1858, o senador William Seward, que posteriormente tornar-se-ia o Secretário de Estado de Abraham Lincoln, caracterizou as diferenças entre o Norte e o Sul como um "conflito irreparável". O motivo deste conflito, segundo Seward, era a escravidão. Em 1859, um abolicionista extremista, chamado John Brown, e seguidores, tentaram iniciar uma rebelião de escravos num vilarejo da Virgínia Ocidental. Brown, porém, foi capturado um dia depois. Foi julgado e condenado à morte por enforcamento, culpado de traição. Vários sulistas viram esta rebelião como uma ação do Norte para tentar acabar com a escravidão através da força.[carece de fontes?]

A escravidão e a política

"Patrulhadores de escravos", compostos majoritariamente de brancos pobres, tinham a autoridade de parar, revistar, torturar e até matar escravos que violassem os códigos do escravo americano. Acima, caricatura nortista dos patrulhadores capturando um escravo fugitivo, num almanaque abolicionista.

O Ato de Kansas e Nebraska gerou raiva e discórdia entre a população do Norte, especialmente entre republicanos, que eram contra a escravidão, bem como sua expansão a outros territórios dos Estados Unidos. Entre os principais membros do partido estava Abraham Lincoln.[carece de fontes?]

Em 1858, o Partido Democrata ficou dividido na criação de uma Constituição de que habitantes pró-escravidão do território de Kansas esperavam adoptar quando o Kansas se tornasse um Estado. Porém, os líderes do partido tomaram posições opostas na Constituição. Alguns eram a favor da escravidão, outros contra. Esta controvérsia fez com que o partido fosse dividido em dois ramos em 1860, um nortista, pró-abolicionismo, e outro sulista, pró-escravidão.[carece de fontes?]

Os republicanos escolheram Lincoln como seu candidato nas eleições presidenciais de 1860. Abraham Lincoln, em sua campanha eleitoral, afirmou que os Estados Unidos não podiam viver eternamente, "metade livre, metade escrava", desencadeando sentimentos havia muito reprimidos pelos sulistas e nortistas. O partido democrata, dividido em dois, tinha dois candidatos, um a favor da escravidão e outro contra. Lincoln acabou vencendo as eleições em todos os estados livres excepto na Nova Jérsei. Porém, apenas 39% da população do país havia votado em Lincoln, tendo vencido por ter uma pluralidade de votos do colégio eleitoral americano. Quase nenhum dos votos do colégio eleitoral era procedente do Sul. Lincoln não foi nem colocado na votação como candidato em nove estados da região. Os sulistas temiam que Lincoln impusesse mais restrições à prática da escravidão, ou mesmo sua abolição.[carece de fontes?]

Por fim, durante o final da década de 1850, a maioria do Senado americano passou a ser formada por nortistas. O balanço político entre o Norte e o Sul, anteriormente balanceado somente por causa do número igual de Estados escravistas e abolicionistas, fora quebrado ao longo da década de 1850, após a sucessiva elevação de três territórios à categoria de Estado abolicionista. Uma vez que os sulistas já eram minoria na Câmara dos Representantes, por causa da maior população do Norte, os sulistas enfrentavam o risco de tornarem-se numa minoria perpétua em ambas as câmaras do Congresso, e assim, não mais podendo combater tarifas protecionistas, que provocariam estragos na economia do Sul, dependente de material industrializado procedente do Reino Unido, nem mais defender o uso da escravidão.[carece de fontes?]

Secessão e formação dos Estados Confederados da América

Ver artigo principal: Estados Confederados da América
Estados Unidos em 1861.
  Estados que se separaram da União antes de 15 de abril de 1861
  Estados que se separaram após 15 de abril de 1861
  Estados da União que permitiam a escravidão
  Estados da União que baniram a escravidão
   Territórios

Pouco antes das eleições presidenciais, líderes sulistas começaram a pedir pela secessão do Sul da União, caso Lincoln vencesse as eleições. Muitos sulistas aprovavam a secessão, através da ideia de que os Estados possuem direitos e poderes que o governo federal não poderia proibir através de métodos legais. Os sulistas alegaram que os Estados Unidos por si mesmo eram uma liga de estados independentes, e que qualquer destes estados possuía o direito de tornar-se independente.[carece de fontes?]

Em dezembro de 1860, a Carolina do Sul tornou-se o primeiro estado a sair da União. Logo ela foi acompanhada por outros cinco estados - Alabama, Flórida, Geórgia, Louisiana e Mississippi. Os principais líderes políticos e senhores de escravos, em sucessivas reuniões ainda em dezembro de 1860, aprovaram a Constituição confederada, formalizando a criação dos Estados Confederados da América. Tais Estados elegeram Jefferson Davis, do Mississippi, como presidente do país, estabelecendo em 7 de fevereiro de 1861 uma Constituição, e a capital em Montgomery.[carece de fontes?]

Em seu primeiro discurso após ter sido empossado como presidente dos Estados Unidos, Lincoln afirmou que a Confederação era um movimento sem fundamentos legais, e que "a União ficaria unida para sempre, e que a União faria uso de todos os meios possíveis para garantir a possessão de propriedades da União localizados nos Estados do Sul". Houve uma tentativa de reconciliação, que os rebeldes não aceitaram. Os confederados ofereceram uma indenização à União pelas propriedades da última em território confederado, oferta que foi recusada por Lincoln.[carece de fontes?]

Em 12 de abril, os sulistas atacaram Fort Sumter, na baía de Charleston, Carolina do Sul. Três dias depois, o forte rendeu-se. Lincoln começou a juntar tropas para recuperar o forte, e este movimento nortista foi visto como uma declaração de guerra pela Confederação. Mais cinco estados juntar-se-iam aos Estados Confederados da América - Arkansas, Carolina do Norte, Tennessee, Virgínia e Texas. Richmond, a capital da Virgínia, foi escolhida como a capital dos Estados Confederados da América.[carece de fontes?]