Fonema

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Quadro de fonemas

Em linguística, um fonema é a menor unidade sonora (fonológica) de uma língua. São sons que, articulados e combinados, constituem as sílabas, as palavras e a frase, na comunicação oral.[1][2][3] A fonologia é a ciência que estuda as funções dos fonemas na língua.[3]

Definições

Ao ler um texto em voz alta, uma pessoa estará produzindo sons. Tais sons são gerados pela passagem de ar pelos mais diversos órgãos do aparelho fonador e são conhecidos como sons da fala.[3]

Os sons da fala são diferentes de outros como espirro, ronco e tosse, porque por meio deles a comunicação humana a partir da língua falada se estabelece. Há inúmeras possibilidades de sons a serem produzidos graças a esse mecanismo, mas interessa à gramática aqueles que, sozinhos ou agrupados, formam palavras.[3]

Observe: pato e tato. A diferença entre tais palavras está somente nos sons /p/ e /t/. Entretanto, essa diferença é imprescindível para distinguir o significado de cada uma:

- pato: ave aquática de pés palmados e bico largo;[4]

- tato: sentido pelo qual se percebem as sensações de temperatura, extensão e consistência.[5]

Esse fenômeno ocorre com inúmeros grupos de palavra, como: cal e sal, calar e colar, vendo e vento.[3]

Observações relevantes

O fonema não deve ser confundido com letra. Na língua escrita, representa-se fonemas por meio de sinais chamados letras. Portanto, a letra é a representação gráfica do fonema. No vocábulo sol, por exemplo, a letra s representa o fonema /s/ (lê-se ); já na palavra casa, o fonema /z/ (lê-se ).[3]

Com base nos exemplos acima, percebe-se que fonemas devem ser representados entre barras oblíquas.[3]

Às vezes, o mesmo fonema pode ser representado por mais uma letra do alfabeto. Um exemplo é o fonema /z/, o qual aparece representado pelas seguintes letras: z (cozinha, zero), s (asa, camisa) e x (exame, exato).[3]

Em algumas situações, a mesma letra pode representar mais de um fonema. A letra x, por exemplo, pode representar: o fonema zê (exemplo, exame), o fonema chê (enxame, xale), o fonema sê (aproximar, máximo) e o grupo de sons ks (fixo, êxtase).[3]

Nem sempre o número de letras coincide com o número de fonemas de uma palavra[3]
Palavra Fonemas Letras N. de fonemas x N. de letras
Manhã /m/ /a/ /nh/ /ã/ m a n h ã 4 x 5
Táxi /t/ /a/ /k/ /s/ /i/ t á x i 5 x 4

Algumas letras, em determinadas palavras, não representam fonemas. Por exemplo, o n e o m, respectivamente, nas palavras vendo e bomba não representam um som isolado, mas servem para indicar a nasalização da vogal que lhes precede. Assim, quando essas letras sucedem vogais, em vez de produzir os fonemas /a/, /e/, /i/, /o/ e /u/; passa-se a emitir os sons /ã/, /ẽ/, /ĩ/, /õ/ e /ũ/ respectivamente. Outros exemplos em que esse fenômeno ocorre são: anta, entrar, índice, oncologista e ungulado.[3]

Algumas palavras são escritas com letras que não possuem qualquer som e, portanto, não representam nenhum fonema, como o caso do h em palavras como harmonia ou hoje, s em palavras como nascer ou discípulo ou u nos grupos gu e qu seguidos de e ou i, em palavras como guerra e quero; além do x em palavras como exceção ou exceder. Essas letras são conservadas na escrita por razões etimológicas, embora não apareçam na oralidade.[3]

Alofone

Os fonemas finais /l/ e /r/ das palavras sol e colar podem ser pronunciadas de maneiras distintas, de acordo com variáveis regionais, sociais ou individuais. Tais variações de pronúncia não chegam a comprometer o entendimento do vocábulo nem implicam em alterações de sentido. Às várias possibilidades de realização de um mesmo fonema, da-se o nome de "variante" ou "alofone".[3]