Expedições no Rio Manduvirá

Expedições no Rio Manduvirá
Guerra do Paraguai
Puerto Naranjahai desde el rio.jpg
Porto Naranjahai vista desde o rio Manduvirá
Data5 de janeiro a 20 de agosto de 1869
LocalRio Manduvirá, Paraguai
DesfechoVitória definitiva dos brasileiros
Beligerantes
Império do BrasilParaguai Paraguai
Comandantes
Barão da PassagemParaguai Solano López
Forças
1 corveta
2 couraçados
3 canhoneiras
5 monitores
6 lanchas
8 vapores
180 marinheiros
1 100 soldados
Baixas
1 morto
6 feridos
Todos os navios afundados ou destruídos
Mais de 100 mortos

As Expedições no Rio Manduvirá foram as últimas operações que a Marinha Imperial Brasileira realizou na Guerra do Paraguai.[1] A frota imperial tinha como missão realizar explorações ao longo do rio e seus arroios com o intuito de capturar ou destruir os navios remanescentes da armada paraguaia que haviam se refugiado. A esquadra brasileira era composta por 18 navios entre encouraçados, monitores, canhoneiras e lanchas a vapor, enquanto a frota paraguaia possuía cerca de uma dezena de vapores. Foram realizadas o total de três expedições que se revelaram extremamente perigosas para os navios brasileiros pela sinuosidade do rio e pelos bloqueios criados pelos paraguaios.

Diversas vezes os navios encontraram obstruções feitas de madeiros de cascos dos navios afundados, grandes árvores empilhadas, canoas, correntes de ferro, carretas carregadas de pedras, criadas para atrasar a perseguição. Devido ao rio ser estreito, às vezes os navios tinha de voltar de popa, dada a impossibilidade de curvar e aproar. Na segunda expedição, considerada a mais violenta, a armada brasileira teve de enfrentar uma guarnição de 1 100 homens no Passo Guarayo, local muito bem fortificado. As expedições, que se iniciaram em janeiro de 1869 e terminaram em agosto do mesmo ano, foram responsáveis pelo aniquilamento da marinha paraguaia. Na década de 1970 foi criado no local um museu onde estão preservados alguns navios que foram recuperados do Manduvirá.

Contexto

A marinha paraguaia tivera relevante participação em muitos eventos durante a guerra. Com o avanço da armada brasileira pelo Rio Paraguai a esquadra contribuiu com o transporte de pessoas e materiais, como na retirada da fortaleza de Humaitá, construção das baterias de Fortín no rio Tebicuary e no forte de Angostura, além do abastecimentos dessas posições com recursos vindos do Paraguai e da ocupada província de Mato Grosso. Todavia, assim como o exército, a marinha de López sofreu com o retraimento de suas forças, pelas grandes perdas sofridas ao longo dos 5 anos de conflito.[2] Uma vez que os combates se encontravam no interior, na região das cordilheiras, López resolveu desarmar no dia 28 de novembro de 1868 seus vapores até um número suficiente para acomodar uma pequena guarnição destinada a navegar nas águas do rio Manduvirá. Essa guarnição fora preparada para desembarcar a artilharia dos navios desarmados, colocá-las em carretas e se organizarem em um batalhão de 300 praças. A armada imperial brasileira destacou alguns navios e em três expedições capturaram ou destruíram o que restou da armada paraguaia.[3]