Era da Estagnação

História da Rússia
RIAN archive 417888 Leonid Brezhnev speaks at 18th Komsomol Congress opening.jpg
Eslavos orientais
Cazares
Rússia de Quieve
Principado de Vladimir-Susdália
Bulgária do Volga
Invasão Mongol
Canato da Horda Dourada
Grão-Principado de Moscou
Canato de Cazã
Czarado da Rússia
Opríchnina
Império Russo
Revolução de 1905
Revolução de 1917
Revolução de Fevereiro
Revolução de Outubro
Guerra Civil
União Soviética
Era Stalin
Era Khrushchov
Era da Estagnação
Corrida espacial
Perestroika e Glasnost
Federação da Rússia

A Era da Estagnação (em russo: Период Застоя, Period Zastoya), também conhecida como Estagnação de Brejnev, foi um período negativo do ponto de vista econômico, político e social na história da União Soviética. Na esfera social, esse período é referido como Era da Estabilidade e, na esfera diplomática, como Era da Détente. Iniciado logo após a renúncia forçada de Nikita Khrushchov, que foi substituído por Leonid Brejnev (1964–1982), o período de estagnação prosseguiu sob Yuri Andropov (1982–1984) e Konstantin Chernenko (1984–1985),[1]sucedido por Mikhail Gorbachev. Apesar dos esforços de Gorbachev que, a partir de 1987, adotou as políticas de glasnost, perestroika, uskoreniye e demokratizatsiya, a União Soviética colapsou em 1991.

Do ponto de vista econômico, o período foi marcado por melhoria do nível de bem-estar social, progresso técnico e crescimento da produção. Politicamente, foi uma época de estabilidade e retorno do conservadorismo. A celebração de vários acordos diplomáticos foi outra marca desse período em que a União Soviética alcançou a maior influência geopolítica de sua história.

Política

Em meio a crises em diversos campos, o Politburo pressiona o então líder Nikita Khrushchov à renúncia, sucedido por Leonid Brejnev.

Brejnev assume uma União Soviética sem controle dos mais próximos, em meio a uma crise profunda com a China, uma relação volátil com os Estados Unidos e uma situação interna controversa com relação ao nome de Stálin.

A princípio, Brejnev tenta sanar as crises externas por meio de sua Doutrina da Soberania Limitada, que definia o alinhamento a Moscou por parte das demais nações socialistas, para que se pudesse evitar as cisões diplomáticas, como aquela que destruiu as relações da URSS com a China.

Em 1968, a Tchecoslováquia se rebelou contra a influência soviética, no evento conhecido como a Primavera de Praga. As manifestações, entretanto, foram esmagadas por uma invasão soviética.

Acoplamento das naves Apollo-Soyuz, representando o fim da corrida espacial.

A Iugoslávia de Tito, com tendência nacionalista, manteve a aliança com a URSS, mas criticou a subordinação dos países à União Soviética, recusando alinhar-se a Moscou.

Na década de 1970, Brejnev se aproxima de Mao Tse-Tung. Ainda que não tenha alcançado os resultados planejados, o líder soviético chega à neutralidade e fecha acordos comerciais com o país.

Para concluir os compromissos diplomáticos, Brejnev se aproveita da boa fase com os Estados Unidos da América e dá início a vários acordos, como a facilitação da aliá dos judeus, acordos antinucleares, como o SALT, e acordos comerciais, como o intercâmbio entre a bebida americana Pepsi-Cola e a vodka soviética Stolitchnaya. Junto do presidente norte-americano, Brejnev deu fim à célebre corrida espacial, representado pelo acoplamento da nave russa Soyuz e da americana Apollo.

Tendo resolvido a situação externa do país e se acertado com os Estados Unidos, a diplomacia do governo de Brejnev tornaria-se um exemplo de détente, tendo ele recebido o Prêmio Lênin da Paz.

Na política interna, Brejnev tentou a reabilitação do nome de Stálin, e mesmo não tendo sucesso, pôs em prática o chamado neostalinismo, o que ficou explícito na extradição de críticos ao sistema, como Alexander Soljenítsin e Andrei Sakharov.

Ainda sob Brejnev, entrava em vigor a Constituição Soviética de 1977, que, entre outras coisas, confirmava o socialismo como regime vigente, reforçando o intuito da construção do comunismo no país.