Eike Batista

Eike Batista
Nome completoEike Fuhrken Batista da Silva
Nascimento3 de novembro de 1956 (62 anos)
Governador Valadares, MG
Nacionalidadebrasileiro
alemão
ParentescoEliezer Batista da Silva (pai)
Jutta Fuhrken (mãe)
Filho(s)Thor Batista (n. 01/08/1991)
Olin Batista (n. 16/12/1995)
Balder Batista (n. 19/06/2013)[1]
OcupaçãoEmpresário,Consultor da EBX Consulting

Eike Fuhrken Batista da Silva[2] (Governador Valadares, 3 de novembro de 1956)[3] é um empresário brasileiro, que fez e perdeu fortuna na exploração de mineração, petróleo, gás, logística, energia, indústria naval e carvão mineral.

É fundador e presidente do grupo EBX.[4] De acordo com a Forbes, sua fortuna em 2013 era estimada em 900 milhões de dólares.[5] Em janeiro de 2017 foi preso em um desdobramento da Operação Lava Jato,[6] e em fevereiro do mesmo ano, tornou-se réu pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.[7]

Visão geral

Eike Fuhrken Batista da Silva é filho de uma alemã e um brasileiro. É presidente do Grupo EBX, um conglomerado formado por seis companhias listadas no Novo Mercado[8] da Bovespa na cidade de São Paulo, segmento com os mais elevados padrões de governança corporativa.

Em 2012, Batista teve sua fortuna ampliada em 10,1 bilhões de dólares por causa de cláusulas da venda de parte da EBX para o fundo Mubadala Development, de Abu Dhabi.[9] Isso o tornou a 3.ª pessoa mais rica do Brasil, com uma fortuna avaliada em 12,4 bilhões de dólares, ficando na 75.ª posição de pessoa mais rica do mundo.[10]

Em entrevista ao programa Fantástico,[11] da Rede Globo, e Conta Corrente,[12] da GloboNews, o empreendedor diz que cria riquezas do zero e que “empreender é identificar riquezas”.[13]

Em julho de 2012, foi eleito o 21.º maior brasileiro de todos os tempos, no concurso realizado pelo SBT.

Em julho de 2013, segundo o ranking da Bloomberg, a fortuna de Batista diminuiu para 200 milhões de dólares.[14] Assim, perdeu mais de 99 por cento de seus ativos em um ano.

Em 2014, seu patrimônio foi reduzido, segundo suas contas, a 1 bilhão de dólares negativo.[15][16]

Em fevereiro de 2015, os bens de Eike Batista e familiares, como a ex-mulher, foram bloqueados.[17] Em fevereiro a Polícia Federal (PF) apreendeu três carros de luxo na casa de Luma de Oliveira, ex-mulher do empresário. O empresário responde por seis crimes na Justiça Federal; no dia 11 de fevereiro os agentes apreenderam em sua casa de praia, em Angra dos Reis, no litoral sul fluminense, uma lancha, três motos aquáticas e um iate. A embarcação italiana, com capacidade para 20 pessoas, foi comprada em 2006 por cerca de 85 milhões de reais.[18] Em janeiro de 2017, dois investidores internacionais conseguiram na Justiça de Cayman uma ordem global de bloqueio de 7 milhões de dólares.[19]

Em 26 de Janeiro de 2017, tornou-se foragido da justiça brasileira e teve seu nome incluído na lista da Interpol, após ter o mandado de prisão preventiva decretada pela Justiça Federal do Rio de Janeiro no âmbito da Operação Lava Jato e o mesmo não ser cumprido por Batista não estar em território brasileiro.[20][21][22] No dia 30 de Janeiro de 2017, Eike foi preso pela Polícia Federal ao desembarcar no Aeroporto Internacional do Galeão no Rio de Janeiro.[23] Mesmo preso, em 2017, Eike Batista recupera uma pequena parte de sua fortuna, atualmente avaliada em 200 milhões de dólares. [24]