Economia do conhecimento


A Economia do conhecimento é o uso do conhecimento (saber, saber-fazer, know-how, savoir-être) para gerar valores tangíveis e intangíveis.[1] A tecnologia, e em particular, a tecnologia do conhecimento, ajuda a incorporar parte do conhecimento humano em máquinas.[2] Este conhecimento pode ser usado por sistemas de apoio à decisão em vários campos para gerar valor econômico. Economia do conhecimento também é possível sem tecnologia.[3]

O termo foi popularizado por Peter Drucker, como o título do Capítulo 12 de seu livro A Era da Descontinuidade (The Age of Discontinuity), (1969), que Drucker atribuiu ao economista Fritz Machlup, precursor da ideia de "gestão científica", desenvolvida por Frederick Winslow Taylor.[4]

Além das economias intensivas em agricultura e das economias intensivas em trabalho, a economia global está em transição para uma "economia do conhecimento",[5][6][7][8][9][10][11] como uma extensão de uma "sociedade da informação" na Era da informação liderada pela inovação.[12] A transição requer que as regras e práticas que determinaram o sucesso na economia industrial precisem ser reescritas em uma economia globalizada e interconectada, na qual recursos de conhecimento, como segredos comerciais e expertise, são tão cruciais quanto outros recursos econômicos.

Conceitos

Um conceito-chave da economia do conhecimento é a de que o conhecimento e a educação (muitas vezes referida como "capital humano") pode ser tratada como um dos dois seguintes:

  • Um produto comercial, como produtos e serviços intelectuais educacionais e inovadores, pode ser exportado para um retorno de alto valor.
  • Um ativo produtivo.

Isto pode ser definido assim:

[P]roduction and services based on knowledge-intensive activities that contribute to an accelerated pace of technical and scientific advance, as well as rapid obsolescence. The key component of a knowledge economy is a greater reliance on intellectual capabilities than on physical inputs or natural resources.[13]

A base inicial para a economia do conhecimento foi introduzida em 1966 no livro The Effective Executive, de Peter Drucker. Neste livro, Drucker descreveu a diferença entre o trabalhador manual (página 2) e o trabalhador do conhecimento. O trabalhador manual, segundo ele, trabalha com as mãos e produz bens ou serviços. Em contraste, um trabalhador do conhecimento (página 3) trabalha com sua cabeça, não com as mãos, e produz idéias, conhecimento e informação.

O principal problema na formalização e modelagem da economia do conhecimento é uma definição vaga de conhecimento, que é um conceito relativamente relativo. Por exemplo, não é apropriado considerar a sociedade da informação como intercambiável com a sociedade do conhecimento. A informação geralmente não é equivalente ao conhecimento. Seu uso, também, depende das preferências individuais e de grupo (veja o modelo cognitivo de IPK) que são "dependentes da economia".[14]