Economia de transição

A economia de transição ou economia em transição é uma economia que está mudando de centralmente planificada para a de mercado livre.[1] Estas submetem-se ao Liberalismo, onde as forças de mercado são os preços, em vez de uma organização de planejamento central. Além das barreiras comerciais serem removidas, há uma pressão (em alguns casos é uma necessidade) para privatizar as empresas estatais e um setor financeiro é criado para facilitar a estabilização macroeconômica e o movimento privado de capital.[2]

O processo tem sido aplicado na China, na ex-União Soviética, no bloco dos países comunistas da Europa e em muitos países do terceiro mundo. Estudos detalhados foram realizados para diagnosticar seus efeitos econômicos e sociais.

O processo de transição é geralmente caracterizado pela mudança e criação de novas instituições, especialmente empresas privadas, mudanças no papel do Estado, assim, a criação de fundamentalmente diferentes instituições governamentais e da promoção de empresas privadas, mercados e instituições financeiras independentes.[3]

Devido às diferentes condições iniciais durante o processo emergente da transição da economia planejada para a economia de mercado, os países utilizam modelos de transição diferentes. Países como a República Popular da China e o Vietnã adotaram um modo de transição gradual, porém a Rússia e alguns outros países do Leste Europeu, como a antiga República Socialista da Iugoslávia, usaram um modelo mais agressivo e mais rápido ritmo de transição.

Os indicadores de transição

A existência de direitos de propriedade privados é o elemento básico de uma economia de mercado e, portanto, a implementação destes direitos é o indicador mais importante do processo de transição.

Os principais ingredientes que constituem o processo de transição são os seguintes:

  • Liberalização - o processo de permitir que a maioria dos preços seja determinada no mercado livre e redução das barreiras comerciais.
  • A estabilização macroeconômica - trazendo a inflação sob controle, reduzindo-a ao longo do tempo, após a explosão inicial de alta de inflação que resultou da alta impressão de moeda pelo Banco Central do país. Este processo requer disciplina sobre o orçamento do governo e o crescimento da moeda e do crédito (isto é, a disciplina na política fiscal e monetária) e progresso em direção a balança de pagamentos sustentável.[4]
  • Reestruturação e privatização - a criação de um setor financeiro viável e reforma das empresas dessas economias para torná-los capazes de produzir bens que poderiam ser vendidos nos mercados livres e a transferência de sua titularidade em mãos privadas.
  • Reformas legais e institucionais -. redefinindo o papel do Estado na economia, que cria o Estado de Direito, e introdução de políticas de concorrência adequadas.[5]