Economia da saúde


A economia da saúde é um ramo da economia que se preocupa com os assuntos relacionados à eficiência, efetividade, valor e comportamento na produção e consumo da saúde e assistência médica. Em sentido amplo, os economistas da saúde estudam o funcionamento dos sistemas de assistência médica bem como os comportamentos que afetam a saúde, tais como o fumo.

Um artigo seminal de 1963 escrito por Kenneth Arrow, creditado por muitos por elevar a economia da saúde como uma disciplina, definiu distinções conceituais entre a saúde e outros objetivos.[1] Os fatores que distinguem a economia da saúde de outras áreas incluem a intervenção do governo, a incerteza insolúvel em várias dimensões, informação assimétrica, barreiras à entrada, externalidades e a presença de um terceiro agente.[2] Na assistência médica, o agente de terceiros é o médico, que realiza decisões de compra (e.g., pedir um teste de laboratório, prescrever um remédio, realizar uma cirurgia etc.), apesar de não ter conhecimento dos preços dos produtos ou serviços.

Os economistas da saúde avaliam vários tipos de informação financeira: custos, encargos e despesas.

A incerteza é intrínseca à saúde, tanto em termos de resultados do paciente quanto de preocupações financeiras. A lacuna de conhecimento que existe entre um médico e um paciente cria uma situação de vantagem para o médico, que é chamada de informação assimétrica.

As externalidades aparecem com frequência quando se trata de saúde e assistência médica, principalmente no contexto de doenças contagiosas. Por exemplo, realizar um esforço para evitar a contaminação pelo resfriado afeta pessoas além do tomador da decisão.[3][4][5][6]

Escopo

O escopo da economia da saúde é resumido pelo "diagrama canalizado" de Alan Williams,[7] dividindo a disciplina em oito distintos tópicos: