Economia da educação


A economia da educação é o estudo de assuntos econômicos relacionados à educação, incluindo a demanda por educação e o financiamento e oferta de educação.

Demanda por educação

O modelo dominante de demanda por educação é baseado na teoria do capital humano. A idéia central é de que o consumo de educação é um investimento na aquisição de habilidades e conhecimento que irá aumentar seus rendimentos, ou fornecer benefícios de longo prazo tais como uma apreciação pela literatura (algumas vezes chamado de capital cultural).[1] Um aumento no capital humano pode acompanhar o progresso tecnológico na medida em que os empregados com conhecimentos são demandados devido à necessidade por suas habilidades, seja na compreensão do processo de produção, seja na operação de máquinas. Estudos de 1958 tentaram calcular os retornos vindos de anos a mais na escola (o aumento percentual na renda de um ano adicional de escolaridade). Resultados posteriores tentaram permitir retornos diferentes de acordo com a pessoa ou o nível de educação.[2]

As estatísticas mostraram que países com altas taxas de pessoas com formação universitária se desenvolveram mais rápido que os países com taxas menores. Os Estados Unidos tem sido o líder mundial em avanços educacionais, começando com o high school movement (1910–1950). Também parece existir uma correlação entre diferenças de sexo na educação e o nível de crescimento. É observado mais desenvolvimento em países que possuem uma distribuição mais igual da porcentagem de mulheres e homens formados no ensino médio. Quando se trat de correlações entre os dados, a educação parece gerar crescimento econômico; no entanto, pode ser um caso de relação de causalidade ao contrário. Por exemplo, se a educação é vista como um bem de luxo, pode ocorrer que as famílias mais ricas estejam procurando um nível educacional maior como um símbolo de status, ao invés de uma relação de educação levando à riqueza.

O avanço educacional não é a única variável que afeta o crescimento econômico, embora ele explica apenas cerca de 14% do aumento médio anual na produtividade do trabalho durante o período 1915-2005. Devido a ausência de uma correlação mais significativa entre aquisição de educação formal e crescimento da produtividade, alguns economistas preferem acreditar que no mundo atual muitas habilidades e capacidades se desenvolvem a partir do aprendizado fora da educação tradicional, ou fora da escola.[3]

Um modelo alternatvio de demanda por educação, normalmente chamado de screening (rastreio), é baseado na teoria econômica da sinalização. A idéia central é que a aquisição de educação é um sinal de habilidade.[4]