Economia da Venezuela

Economia da Venezuela
Centro financeiro de Caracas
MoedaBolívar Venezuelano
Ano fiscalAno calendário
Blocos comerciaisOMC, Unasur, Mercosul
Estatísticas
PIBUS$ 320,1 bilhões (2018, PPC)[1]
US$ 96,3 bilhões (2018, nominal)[2]
Variação do PIBBaixa - 18% (2018)[3]
PIB per capita$10,968 (2017, PPC)
PIB por setoragricultura: 3,9%, indústria: 32,9%, comércio e serviços: 63,2% (2015)
Inflação (IPC)AumentoNegativo 65,320% (agosto/2018) [4][5]
População
abaixo da linha de pobreza
AumentoNegativo 87% (est. 2017)[6]
Coeficiente de Gini39 (2011)
Força de trabalho total14,21 milhões (est. 2017)
Força de trabalho
por ocupação
agricultura 7,3%, indústria 21,8%, serviços 70,9% (2011)
DesempregoAumentoNegativo 34,3% (2018)[5]
Principais indústriaspetróleo, materiais de construção, processamento de alimentos, têxtil; mineração de ferro, produção de aço e alumínio; montagem de veículos a motor
Exterior
ExportaçõesUS$ 32,08 bilhões (est. 2017)
Produtos exportadospetróleo, bauxita e alumínio, aço, produtos químicos, produtos agrícolas, manufaturados básicos
Principais parceiros de exportaçãoEstados Unidos 35,1%
Índia 17,2%
China 14,1%
Antilhas Neerlandesas 8,0%
Singapura 5,3% (2016)
ImportaçõesUS$ 17,75 bilhões (2017)
Produtos importadosmatérias primas, máquinas e equipamentos, equipamentos de transporte, materiais de construção
Principais parceiros de importaçãoEstados Unidos 22,1%
China 14,3%
Brasil 7,4%
Colômbia 4,2% (2016)
Dívida externa brutaAumentoNegativo $100,3 bilhões (2017)[1]
Finanças públicas
Dívida públicaAumentoNegativo 38,9% do PIB (2017)[1]
ReceitasUS$ 92,8 bilhões (est. 2017)
DespesasUS$ 189,7 bilhões (est. 2017)
Fonte principal: The World Factbook[7]
Salvo indicação contrária, os valores estão em US$

A economia da Venezuela passou, depois da Primeira Guerra Mundial, de uma essencialmente agrícola para uma economia centrada na produção e exportação de petróleo. Venezuela tem uma economia voltada para a exportação. A principal atividade econômica é a exploração e refino de petróleo. É a quinta maior economia da América Latina, depois do Brasil, México, Argentina e Colômbia.

O petróleo é responsável por cerca de um terço do PIB, por cerca de 80% das receitas de exportação e por mais de metade do financiamento da administração pública. Os responsáveis venezuelanos estimam que o PIB cresceu 2.7% em 2001. Uma forte subida nos preços internacionais de petróleo alimentou a economia, depois da grave recessão de 1999. A Venezuela participa também da OPEP.

Em 2003 seu coeficiente de Gini foi estimado pela ONU em 48.2, um dos trinta piores resultados no planeta. Alguns países que possuem produção petrolífera muito acima de seu consumo e baseiam sua economia nisso (alguns países árabes por exemplo), costumam ter sua riqueza extremamente mal distribuída e não desenvolvem outros potenciais econômicos pela facilidade demasiada que a extração de petróleo proporciona.[8]

Desde 2013 a situação econômica venezuelana vem se deteriorando, com os índices de inflação subindo vertiginosamente e os medidores do PIB encolhendo. A economia do país entrou em recessão oficialmente em 2014, o salário dos trabalhadores encolheu e o poder de compra da população caiu, puxados pela inflação e pelo desemprego. A nação sofre com a escassez de produtos de subsistência, gerando um caos social. Apesar das medidas tomadas pelo governo socialista do presidente Nicolás Maduro (em continuidade as políticas econômicas de Hugo Chávez), a situação não melhorou, com os índices de pobreza e os tamanho da dívida pública (e externa) crescendo de forma alarmante. Vários fatores contribuíram para a forte recessão, como más políticas de Estado, gastos governamentais fora de controle e retração da atividade econômica, puxada principalmente pela queda no valor de commodities (especialmente o preço do petróleo, principal produto de exportação da Venezuela) no mercado internacional.[9]

Século XX

No início do século XX, as principais exportações foram café, cacau, gado, açúcar, tabaco, batata doce, couros bovinos e borracha. Mas, no ano de 1920 é um ponto de viragem na economia venezuelana, a partir daí, as exportações de petróleo ocupam um lugar central. A 19 de junho de 1920 o governo de Juan Vicente Gómez promulga a primeira Lei de Hidrocarbonetos, que impôs um royalty de 15 por cento e também estabeleceu o direito de reverter o Estado venezuelano a metade da área de concessão. Em 1928, a Venezuela tornou-se o segundo maior produtor de petróleo e exportador, para chegar a 275 mil barris por dia.[10]