Economia da África

[1]População1,216 bilhões (14%)
Estatísticas
PIB (em trilhões)
Crescimento anual do PIB5.16% (2004-2006)
Renda per capita44.7%
Milionários0.1 milhões (0.01%)
Dívida externa60.7% (1998)

(2007) FMI 25.5%

Pagamento da dívida externa4.2%

(2007) FMI 3.0%

Pessoas que ganham menos de 1 dólar por dia36.2%

A Economia da África consiste na agricultura e nos recursos dos povos da África. Embora algumas partes do continente tenham conseguido ganhos significativos nos últimos anos, dos 60 países revistos no relatório humano de desenvolvimento de 2003 das Nações Unidas, 25 das 53 nações africanas foram classificadas como tendo o mais baixo nível de vida entre as nações do mundo inteiro. Isto é em parte devido a sua história turbulenta. Desde o século XX, com a descolonização da Africa, a corrupção e o descaso das autoridades contribuíram para empobrecer a economia da África.

Porém, algumas nações alcançaram relativa estabilidade política, como é o caso da África do Sul. O principal bloco econômico é o SADC, formado por 14 países. O PIB total da África é de apenas 1% do PIB mundial e o continente participa de apenas 2% das transações comerciais que acontecem no mundo. Cerca de 260 dos mais de 800 milhões de habitantes da África vivem com menos de 1 dólar ao dia, abaixo do nível da pobreza definido pelo Banco Mundial.

Distinguindo-se pelas elevadas taxas de natalidade e de mortalidade e pela baixa expectativa de vida e abrigando uma população jovem, a África caracteriza-se pelo subdesenvolvimento. Aparecendo ao mesmo tempo como causa e consequência desse panorama, os setores econômicos em que os países africanos apresentam algum destaque constituem herança do seu passado colonial: o extrativismo e a agricultura - setores em que são baixos os investimentos e o custo da mão de obra - cuja produção é destinada a abastecer o mercado externo.

A incipiente industrialização do continente, por sua vez, está restrita a alguns pontos do território. Iniciou-se tardiamente, após o processo de descolonização, motivo pelo qual as indústrias africanas levam grande desvantagem em relação ao setor industrial altamente desenvolvido de países do Primeiro Mundo, ou mesmo de países subdesenvolvidos, mas industrializados, como o Brasil.

A base econômica da África está na agricultura, na criação de gado e no extrativismo mineral. A indústria é pouco desenvolvida.

Agricultura

A agricultura é praticada de duas maneiras bem distintas: a agricultura de subsistência e a agricultura comercial, onde sobressai a plantation.[2]

A agricultura de subsistência ocorre quando o agricultor consegue uma produção apenas suficiente para o seu sustento e de sua família. Na África, os principais produtos cultivados são: mandioca, milho, batata-doce, arroz e inhame. É conhecido também como agricultura itinerante, porque com o uso de técnicas rudimentares o solo fica pobre, duro, sem fertilidade. Depois que isso ocorre, o agricultor abandona a área e procura outra, deixando atrás de si um solo esgotado para práticas agrícolas.

Na África como na América Latina, a agricultura comercial foi introduzida pelos europeus sob a forma da plantation. Sua finalidade é fornecer produtos tropicais para suprir as necessidades internas e o comércio externo das metrópoles. Os produtos visavam, e até hoje visam, às exportações; os principais são: café, cacau, chá, cana-de-açúcar, amendoim e algodão.

A agricultura comercial ocupou as melhores terras agrícolas e introduziu o emprego de técnicas modernas, como sementes selecionadas, adubação, irrigação, drenagem, mecanização, etc.[2] Tudo isso, porém, nunca teve como objetivo as necessidades alimentares do povo.[2] Sempre visou só aos interesses do mercado internacional, e ao lucro dos países exploradores.[2] E o que é pior, o emprego da mão de obra nativa, com baixos salários, além de retirar milhares de agricultores do campo, onde produziam seus próprios alimentos, não lhes deu poder aquisitivo para comprá-los em quantidades suficientes para manter suas famílias, geralmente numerosas.[2]

O resultado é que muitos países africanos enfrentam uma verdadeira desorganização rural.[3] Vários deles têm procurado importar alimentos básicos, outros não conseguem suprir nem as necessidades essenciais do povo. Com isso, a subnutrição e a fome têm feito milhares de vítimas no solo africano.[3]

Nos extremos do continente, onde o clima é mediterrâneo, cultivam-se oliveiras, trigo, cevada, uvas, figos etc.[3]