Diatomácea
English: Diatom

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaDiatomácea
Diatomáceas marinhas
Diatomáceas marinhas
Classificação científica
Domínio:Eukaryota
Reino:Chromista
Divisão:Bacillariophyta
Classes

Diatomáceas são organismos unicelulares que chegam a atingir 2 milímetros. A maioria delas vive em mares de águas frias, mas há espécies de água doce. As células das diatomáceas são recobertas por uma carapaça, a frústola, constituída por dióxido de silício (SiO2), ou sílica, o mesmo material empregado na produção de vidro.Em muitas espécies, a frústola é formada por duas partes encaixadas como uma caixa redonda com tampa e dotadas de saliências, depressões e poros que permitem contato da membrana plástica com o meio. Isso confere a muitas espécies de diatomáceas um aspecto iridescente e brilhante. A iridescência das carapaças silicosas, associada aos pigmentos presentes, dá a essas algas diferentes colorações, que vão do dourado ao marrom-esverdeado.As principais substâncias de reserva das diatomáceas são óleos, que em certas espécies contribuem para facilitar a flutuação. Muitas diatomáceas flutuam nos mares e lagos, representando parcela importante do fitoplâncton. Outras produzem um muco aderente e vivem presas à superfície de organismos marinhos, como outras algas, moluscos, crustáceos, tartarugas, baleias, etc.Em certas regiões do fundo marinho as carapaças de diatomáceas acumularam-se ao longo de milhares de anos, formando camadas rochosas compactas conhecidas como terras de diatomáceas (ou diatomito). As terras de diatomáceas são utilizadas desde a Antiguidade como material de construção, geralmente misturadas à cal. Alguns exemplos de obras construídas com terras de diatomáceas e que ainda se conservam são os aquedutos de Roma, os portos de Alexandria e o canal de Suez.Por ser constituído de carapaças vitrificadas muito pequenas, o diatomito tem granulosidade finíssima, sendo por isso empregado como matéria-prima de polidores e também na confecção de filtros e isolantes.

Caracterização biológica

O grupo apresenta enorme biodiversidade de espécies atuais e formas conhecidas, do registro fóssil. As suas paredes celulares de sílica apresentam uma diversidade de formas intrincadas e ornamentadas que as tornam um dos seres vivos microscópicos que mais atenção despertam. Existem em mais de 250 gêneros, não extintos, estimando-se que atualmente existam mais de 100 000 espécies diferentes de diatomáceas (Round & Crawford, 1990). Constituem um grupo biológico bastante comum por todo o planeta, podendo encontrar-se nos oceanos, em água doce, no solo e em demais superfícies úmidas. Muitas são pelágicas, vivendo livremente na água oceânica, enquanto que outras são bentônicas, ocupando a superfície de interface entre o substrato sedimentar e a água no fundo oceânico. Sobrevivem também em locais com humidade atmosférica elevada. São especialmente importantes nos oceanos, onde se estima que contribuam para mais de 25% da produção primária da Terra[1] e 45% da produção primária oceânica (Mann, 1999).

Mais diatomáceas desenhadas por Haeckel.

Pertencem a um grande grupo de algas designadas como Straminopiles, que inclui espécies autotróficas (como as laminárias) e heterotróficas (como os fungos aquáticos ou oomicetos). As diatomáceas podem, elas mesmas, serem autótrofas, heterótrofas e mixotróficas. Os autótrofos possuem clorofila a e c, além de poderem conter os plastídios como fucoxantina e outras xantofilas por exemplo, neofucoxantina, diadinoxantina e diatoxantina[2], e têm como material de reserva a crisolaminarina e gotas de lipídio, que auxiliam na flutuação. Os seus cloroplastos são, de fato, típicos dos heterocontófitos, com quatro membranas. São simbiotas e de extrema importância nos recifes de corais. Algumas espécies podem apresentar bioluminescência e produzir toxinas. Podem reproduzir-se sexuada ou assexuadamente. Os seus espécimes carecem, usualmente, de flagelos, ainda que estes estejam presentes nos gâmetas, apresentando a estrutura típica dos heterocontófitos, exceto pela ausência dos pelos (mastigonemas) presentes nos outros grupos.