Cruzeiro (moeda)

Cruzeiro
Dados
Código ISO 4217BRB (1970 – 1986)[nota 1]
BRE (1990 – 1993)
Usado Brasil
Inflação1.119,09% (IPCA, 1992)
Sub-Unidade
1/100

centavo
SímboloCr$ ou ₢
PluralCruzeiros
MoedasNão disponível
NotasNão disponível
Banco centralBanco Central do Brasil
www.bc.gov.br
FabricanteCasa da Moeda do Brasil
www.casadamoeda.com.br

O Cruzeiro (Cr$) foi a moeda do Brasil de 1942 a 1967, de 1970 a 1986 e de 1990 a 1993.[1] Sua adoção se deu pela primeira vez em 1942, durante o Estado Novo, na primeira mudança de padrão monetário no país, com o propósito de uniformizar o dinheiro em circulação. Um cruzeiro equivalia a mil réis. O Cruzeiro passou por uma reforma monetária no governo Castelo Branco, sendo temporariamente substituído pelo cruzeiro novo. A moeda voltou a ser substituída pela equipe do presidente José Sarney, com o Plano Cruzado; o Cruzeiro voltou a vigorar no governo Collor e foi definitivamente substituído pelo cruzeiro real em 1993.

Origem do nome

Em crônica de 1889, publicada no jornal Gazeta de Notícias, Machado de Assis propunha que o Brasil tivesse uma "moeda batizada".

Tem a Inglaterra a sua libra, a França o seu franco, os Estados Unidos o seu dólar, por que não teríamos nós nossa moeda batizada? Em vez de designá-la por um número, e por um número ideal — vinte mil-réis — Por que lhe não poremos um nome — cruzeiro — por exemplo? Cruzeiro não é pior que outros, e tem a vantagem de ser nome e de ser nosso. Imagino até o desenho da moeda; e de um lado a efígie imperial, do outro a constelação... Um cruzeiro, cinco cruzeiros, vinte cruzeiros. Os nossos maiores tinham os dobrões, os patacões, os cruzados, etc., tudo isto era moeda tangível; mas vinte mil-réis... Que são vinte mil-réis? Enfim, isto já me vai cheirando a neologismo. Outro ofício. [2]

No século 20, a primeira sugestão direta e documentada de "cruzeiro" como nome de moeda foi feita pelo economista Carlos Inglês de Sousa em novembro de 1926 no seu livro Restauração da Moeda no Brasil, onde retomava sua preconização para a melhoria da moeda (já exposta em 1924 no seu outro livro A Anarquia Monetária e suas Consequências[3]) e onde propunha:

(...) se substituir a unidade mil-réis pela de Cruzeiro, se este for o nome escolhido (…)[4]