Croatas

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Croatas
Hrvati
Oton Ivekovic, Dolazak Hrvata na Jadran.jpg
População total

Entre 6,2[1] e 9 milhões (estim.)[2]

Regiões com população significativa
 Croácia3 977 171[3]
 Bósnia e Herzegovina571 317(1996)[4]
 Estados Unidos544 270(2000)[5]
 Chile380 000[6]
 Argentina250 000[7]
 Alemanha227 510(2006)[8]
 Áustria131 307[9]
 Austrália118 051(censo 2007)[10]
 Canadá110 880(censo 2006)[11]
 Sérvia70 602(2002)[12]
 França50 000[13]
 Brasil45 000[14]
Suíça41 900[15]
 Eslovênia35 642[16]
 Suécia26 000estimativa
 Itália20 700[17]
 Hungria25 730[18]
 Bélgica12 000[19]
 Nova Zelândia10 000estimativa
 Países Baixos10 000estimativa
África do Sul10 000[20]
Flag of Spain.svg Espanha8000estim.
 Montenegro6811estim.
Roménia6786[21]
Línguas
croata
Religiões
Predominantemente católica romana.
Grupos étnicos relacionados
Outros povos eslavos, especialmente os eslavos do sul.
Dubrovnik.

Os croatas (em croata: Hrvati) são um povo eslavo do sul habitando principalmente a Croácia, Bósnia e Herzegovina e países vizinhos. Há cerca de 4,6 milhões de croatas vivendo na Europa meridional, enquanto estima-se um total de 9 milhões em todo o mundo. Devido a razões políticas, sociais e econômicas, muitos croatas migraram para várias partes do mundo, estabelecendo uma notável diáspora croata. Grandes comunidades croatas existem em vários países, incluindo Estados Unidos, Austrália, Alemanha, Chile, Brasil, Nova Zelândia e África do Sul. Os croatas são conhecidos por sua cultura única que, através dos tempos, tem sido de diversas maneiras influenciada pelo Oriente e pelo Ocidente. Os croatas são predominantemente católicos e sua língua é o croata.

Localização

A Croácia é o estado-nação dos croatas, enquanto na vizinha Bósnia e Herzegovina eles são uma das tui]], a província autônoma do norte da Sérvia, onde a língua croata é oficial (junto com outras cinco línguas); a vasta maioria dos šokci se considera croata, assim como muitos dos bunjevci (estes últimos se estabeleceram na vasta e abandonada área após a retirada otomana, assim como outras nacionalidades; as origens deste subgrupo croata estão no sul, principalmente na região de Bačka).

As estimativas populacionais são razoavelmente precisas domesticamente: cerca de 4 milhões na Croácia e quase 600 mil na Bósnia e Herzegovina, ou cerca de 15% da população total.

Diáspora

Um grande número de croatas foi forçado através dos tempos por razões econômicas ou políticas a deixar sua terra natal tradicional, e dessa forma existe hoje uma grande diáspora croata além dos limites de sua tradicional terra natal.

A primeira grande emigração de croatas ocorreu nos séculos XV e XVI, no início das conquistas otomanas das regiões onde hoje estão Croácia e Bósnia e Herzegovina. A população fugiu para áreas seguras no que hoje é a Croácia e para outras áreas do império dos Habsburgos (atuais Áustria e Hungria). Esta migração resultou nas comunidades croatas na Áustria e Hungria.

No final do século XIX e começo do século XX, muitos croatas emigraram, particularmente por razões econômicas, para destinos além-mar, que incluíram as Américas do Norte e do Sul (sobretudo para Chile e Argentina), Austrália e Nova Zelândia.

Uma grande onda de emigração posterior, desta vez por razões políticas, começou imediatamente após o fim da Segunda Guerra Mundial. Eles fugiram do regime Ustaša e depois do regime comunista. Estima-se que durante e logo depois da Segunda Guerra (de 1939 a 1948) cerca de 250.000 croatas tenham deixado o país.

Na segunda metade do século XX vários croatas, em grande parte devido às dificuldades econômicas e condição de vida, deixaram o país como trabalhadores imigrantes principalmente para a Alemanha, Áustria e Suíça. Além disso, alguns emigraram por razões políticas. Esta emigração diminuiu o desemprego da Iugoslávia comunista naquela época e criou ao mesmo tempo, pelo envio de dinheiro pelos imigrantes para suas famílias, uma grande fonte de renda exterior.

Uma das muitas tumbas croatas no cemitério municipal em Punta Arenas (Chile).

A última grande onda de emigração croata ocorreu durante e depois das guerras iugoslavas, quando muitas pessoas da região (não apenas croatas, mas também sérvios, bósnios e outros) fugiram como refugiados. As comunidades migrantes que já estavam estabelecidas em países como Austrália, Estados Unidos e Alemanha cresceram como resultado.

No exterior, os cálculos são apenas aproximados por causa dos registros estatísticos incompletos e naturalizações, mas estimativas (elevadas) sugerem que a diáspora croata equivale entre um terço[22] e a metade[2] do número total de croatas. Os maiores grupos emigrantes estão na Europa ocidental, principalmente na Alemanha, onde se estima que haja cerca de 450.000 pessoas com ancestralidade direta croata.

Além-mar, os Estados Unidos possuem o maior grupo croata emigrante (544.270 no censo de 1990; 374.271 no censo de 2000, principalmente em Ohio, Pensilvânia, Illinois e Califórnia), seguidos pela Austrália (105.747, de acordo com o censo de 2001, com concentrações em Sydney, Melbourne e Perth) e pelo Canadá (sul de Ontário, Colúmbia Britânica e Alberta). Os croatas também emigraram em várias ondas para a América do Sul, principalmente para Argentina, Chile e Brasil; as estimativas para a América do Sul variam muito.[23][24] Há também pequenos grupos no Bolívia, Nova Zelândia e África do Sul. As mais importantes organizações da diáspora croata são a União Fraternal Croata (Hrvatska bratska zajednica), a Fundação da Herança Croata (Hrvatska matica isljenika) e o Congresso Mundial Croata.