Competência (administração)

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Competência, em administração, refere-se à posse, por parte de um indivíduo ou de uma organização, das características necessárias para se realizar uma determinada atividade.[1]

A competência integra as diversas dimensões humanas quando se trata de desenvolver uma atividade. A ação humana envolve o atendimento de necessidades, tais como desejos, emoções, tarefas de trabalho, alimentar-se, e isso incentiva a criação de conhecimentos e habilidades.

Histórico do conceito

Em meados dos anos 1970, nos Estados Unidos, tiveram início discussões a respeito do conceito de competência entre administradores e psicólogos.[1] No Brasil, nas décadas de 1980 e 1990, o conceito foi disseminado entre as corporações, inicialmente definido como um conjunto de conhecimentos, habilidade e atitudes (CHA) de um indivíduo, necessários para que sejam supridas as necessidades de determinado cargo.[2]

Contudo, a sociedade evoluiu e o dinamismo no mundo empresarial trouxe novas demandas, além de uma imprevisibilidade crescente, se tratando de um ambiente onde não se consegue prever ao certo as atividades que cada cargo demanda, cabendo ao indivíduo identificar quais são as necessidades para atender cada exigência da empresa e juntamente do mercado de trabalho.

Sendo assim, houve uma dissociação do conceito de competência da necessidade de um cargo em si, associando agora a habilidade do indivíduo de mobilizar o seu intelecto para se mobilizar e atender a demanda da corporação. Exigindo assim, a necessidade de uma competência em ação[3]

Essas competências se dão pela integração do que a companhia carrega (culturas, valores, conhecimentos, vantagens competitivas) com o que o indivíduo pode oferecer, assim como conceituado por Fleury no ano 2000: “Saber agir responsável e reconhecido, que implica mobilizar, integrar, transferir conhecimentos, recursos, habilidades, que agreguem valor econômico à organização e valor social ao indivíduo”.[4]

Cada indivíduo carrega em si um conjunto único de experiências e conhecimentos adquiridos ao longo da vida profissional e pessoal, formando um conjunto específico de competências (individuais) que, em conjunto com outros indivíduos, portadores de outras competências, formam uma teia (organização), um sistema de conhecimentos e experiências integrado a fim de atingir vantagens competitivas (competências centrais ou core competencies).[5]

De acordo com Prahalad e Hamel (1990)[6]:

Competências centrais correspondem à aprendizagem coletiva na organização, especialmente sobre como coordenar habilidades de produção diversas e integrar fluxos múltiplos de tecnologias.

A adoção do conceito de competência, ao longo do século XX, teve reflexos também no campo das políticas educacionais, substituindo em grande parte a noção de qualificação profissional.[7]