Clero
English: Clergy

Clero

Clero (do grego κληρος, transl. klêros)[1], designa o conjunto de sacerdotes (ou clérigos ou ainda ministros sagrados) responsáveis por um culto religioso.

No cristianismo, os nomes e papéis específicos do clero variam de acordo com a denominação e há uma ampla gama de cargos clericais formais e informais, incluindo diáconos, padres, bispos, pregadores, pastores, ministros e o Papa. No Islamismo, um líder religioso é freqüentemente conhecido formalmente ou informalmente como imã, mufti, mulá ou aiatolá. No judaísmo, um líder religioso é freqüentemente conhecido como rabino ou chazan (cantor).

O Clero no Cristianismo

Clero Católico

Na Igreja Ortodoxa, o clero é constituído por todos os ministros sagrados que receberam o sacramento da Ordem. Entre os clérigos podem-se distinguir aqueles que compõem o clero regular — que, sendo consagrados, seguem as regras de uma ordem religiosa — do clero secular ("secular" provém do latim "sæculum", que significa mundo) — parcela do clero que desempenha atividades voltadas para o público, que se dedica às mais variadas formas de apostolado e à administração da Igreja e que vive junto dos leigos.

O clero está disposto numa hierarquia ascendente, sendo baseada nos 3 graus do Sacramento da Ordem: o Episcopado, o Presbiterado e o Diaconado. Basicamente, a hierarquia vai desde do simples diácono, passando pelo presbítero (ou padre), bispo, arcebispo, primaz, patriarca (em casos mais especiais) e cardeal, até chegar ao cargo supremo de Papa[2]. O clero regular tem a sua própria hierarquia e títulos eclesiásticos, sendo ele pelo menos subordinado ao Papa.

A ascensão da fé na Idade Média deu à Igreja grandes poderes políticos e econômicos. Aliada ao Império, estava sempre de olhos abertos para conter qualquer indício de dissidência por parte de seus fieis. Por conta disso, eram premiados com grandes propriedades de terra e exigiam cada vez mais a devoção de seu povo.

Todos os ministros sagrados são homens, porque os doze Apóstolos são todos homens e Jesus, na sua forma humana , também é homem[3]. Mas isto não quer dizer que o papel da mulher na Igreja seja menos importante, mas apenas diferente. Exceptuando em alguns casos referentes a padres ordenados pelas Igrejas orientais ou a diáconos, todo o clero é celibatário. Existem determinadas tarefas, como por exemplo a celebração da Missa e dos sacramentos (exceptuando o batismo em casos de extrema necessidade), que são exclusivos dos membros do clero.

Para os católicos, o Chefe e Pastor da Igreja é o Papa[4], sendo ele eleito pelo Colégio dos Cardeais. Além deste colégio, o Papa também é aconselhado e assistido pela Cúria Romana e, periodicamente, pelo Sínodo dos Bispos. Entre outras funções, o Papa, o Vigário de Cristo na Terra, tem a missão de manter a integridade e fidelidade da doutrina e fé católicas à Revelação divina, corrigindo se for necessário qualquer interpretação errada vigente na Igreja. Para tal, convoca concílios ecuménicos ou então exerce pessoalmente a Infalibilidade Papal[5]. Na Igreja Latina e em algumas das Igrejas orientais, só o Papa pode designar os membros acima do nível de presbítero.

A Igreja defende que todos os seus Bispos (que são coadjuvados pelos presbíteros e diáconos), devido ao sacramento da Ordem, são os sucessores dos Doze Apóstolos, sendo o Papa o sucessor directo do Apóstolo S. Pedro.[6] Daí a autoridade e primazia que o Papa goza.

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A actividade e disciplina do clero são reguladas e supervisionadas pela Congregação para o Clero (no caso dos padres e dos diáconos) e pela Congregação para os Bispos (no caso do episcopado). O clero de rito oriental é também supervisionado pela Congregação para as Igrejas Orientais.