Chlorophyta
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Como ler uma infocaixa de taxonomiaChlorophyta
Chlorophyta
Chlorophyta
Classificação científica
Domínio:Eukaryota
Reino:Viridiplantae
Divisão:Chlorophyta
Reichenbach, 1834; Pascher [1][2]
Classes[3]
Classe Prasinophyceae / Classe Pedinophyceae / Classe Ulvophyceae (lato sensu) / Classe Chlorophyceae (stricto sensu) / Classe Trebouxiophyceae
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Chlorophyta é um filo pertencente as algas verdes, briófitas e plantas vasculares provenientes do Pré-cambriano em meados Proterozóico (1,2 milhões de anos). Informalmente chamadas "clorófitas". Em sistemas de classificação antigos, refere-se a um grupo parafilético, cujo ancestral comum mais próximo não é só do grupo, mas também de outros. Grupo muito diverso, não somente com relação ao número, que inclui cerca de 17.000 espécies, mas também devido aos padrões morfológicos, estruturais e reprodutivos. O ambiente mais abundante sem dúvidas é o aquático onde é um dos mais importantes componentes do fitoplâncton, porém podem ser facilmente encontradas em ambientes constantemente úmidos como troncos de árvores, paredes, sargetas, rochas ou solo. Podem ser unicelular (uma célula), multicelulares (muitas células), colonial (vivo como uma agregação de células) ou cenocíticas (composto por uma célula grande sem paredes transversais, a célula pode ser uninucleado ou multinucleados), filamentosos e parenquimatosos. Possui clorofila dos tipos a e b e pigmentos acessórios do tipo Xantofilas (principalmente luteína) e carotenos (principalmente betacaroteno). A presença de clorofilas a e b sustenta a ideia de que as algas verdes tenham sido as ancestrais das plantas, por serem estas possuidoras destes tipos de clorofila. Tem como substância de reserva o amido (polissacarídeo), que é armazenado no pirenoide, que são concentrações da enzima ribulose-difosfato, responsável pela acumulação de reservas. Parede celular é constituída por celulose e em alguns casos de glicoproteínas, glicocálice, mucilagem ou quitina. A movimentação celular pode ocorrer tanto por flagelo ou por deslizamento por meio de secreção de mucilagem.

Reprodução

A reprodução em clorófitas ocorre de modo diversificado, havendo espécies que reproduzem-se assexuadamente, caso que ocorre por fragmentação do talo (colonial ou filamentosa) ou pela produção de esporos, sendo subdividido em zoósporos (esporos flagelados), aplanósporos (esporo móvel, porém distinto da célula que lhe deu origem) e autósporo (esporo fixo e igual á célula mãe). Na reprodução sexuada, por sua vez, pode acontecer de três tipos oogâmico, anisogâmico,e isogâmico. O primeiro é classificado quando o gameta feminino é móvel e menor que o masculino (flagelado), já o segundo, caracteriza-se por possuir o gameta feminino maior que o masculino (flagelado) e o isogâmico, no entanto, possui os dois gametas iguais e ambos são flagelados.

A reprodução sexuada tem início quando dois filamentos se dispõem lado a lado, o qual irão se unir por intermédio de uma substância gelatinosa, ficando alinhados célula a célula. Cada uma destas, irá produzir uma invaginação, chamada papila, que crescerá direcionando-se ao outro filamento. Quando há o encontro das duas invaginações, a parede celular e a membrana citoplasmática desintegram-se, formando um tubo de conjugação, por onde os citoplasmas das células se comunicam. Ele então, começa a se reorganizar ocasionando na perda de água dos vacúolos, acarretando no afastamento da membrana da parede celular. Com isso, o cloroplasto será destruído em uma das células exercendo a função de filamento macho.

No fim do processo, todo o conteúdo de uma célula é transferido, através do tubo de conjugação, para a outra, ocasionando a fusão dos citoplasmas e dos núcleos. A célula que sofreu a transferência irá se caracterizar como célula dadora, agindo como gameta masculino, enquanto a célula que recebeu todo o material caracteriza-se por célula receptora e funcionará como gameta feminino.