Carlota Pereira de Queirós

Carlota Pereira de Queiròs
Carlota Pereira de Queiròs
Dados pessoais
Nascimento13 de fevereiro de 1892
São Paulo, SP
Morte14 de abril de 1982 (90 anos)
São Paulo, SP
ProfissãoMédica, política e pedagoga.
AssinaturaAssinatura de Carlota Pereira de Queirós
Página da Constituição do Brasil de 1934 com a assinatura de Carlota. É a décima terceira assinatura de cima para baixo.

Carlota Pereira de Queirós[nota 1] (São Paulo, 13 de fevereiro de 1892São Paulo, 14 de abril de 1982) foi uma médica, escritora, pedagoga e política brasileira. Foi a primeira mulher brasileira a ser eleita deputada federal. Ela participou dos trabalhos na Assembléia Nacional Constituinte, entre 1934 e 1935.[1]

Biografia

Na Assembleia Constituinte de 1934.

Carlota Pereira de Queirós nasceu em 13 de fevereiro de 1892, na cidade de São Paulo. Era filha de José Pereira de Queiroz e de Maria Vicentina de Azevedo Pereira de Queiroz. Formou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em 1926, com a tese Estudos sobre o Câncer. Interna da terceira cadeira de Clínica Médica da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e chefe do Laboratório de Clínica Pediatrica (1928), foi assistente do professor Pinheiro Cintra.[2][3][4]

Foi comissionada pelo governo de São Paulo em 1929 para estudar Dietética Infantil em centros médicos da Europa.

Na Revolução Constitucionalista de 1932, ocorrido em São Paulo em 1932, ela organizou e liderou um grupo de 700 mulheres para garantir a assistência aos feridos. Assim, teve valiosa participação na Revolução Constitucionalista de 1932 lutando pelos ideais democráticos defendidos por São Paulo.[2][5]

Membro da Associação Paulista de Medicina de São Paulo, "Association Française pour l'Étude du Cancer", Academia Nacional de Medicina e Academia Nacional de Medicina de Buenos Aires. Fundou a Academia Brasileira de Mulheres Médicas, em 1950.[2]

A primeira deputada

Ingressando na política, foi a primeira deputada federal da história do Brasil. Eleita pelo estado de São Paulo em 1934, fez a voz feminina ser ouvida no Congresso Nacional.[1]

Seu mandato foi em defesa da mulher e das crianças, trabalhava por melhorias educacionais que contemplassem melhor tratamento das mulheres. Além disso, publicou uma série de trabalhos em defesa da mulher brasileira. Ocupou seu cargo até o Golpe de 1937, quando Getúlio Vargas fechou o Congresso.[2]

Abaixo, o discurso proferido por ela em 13 de março de 1934:

Escritora

Foi escritora e historiadora, com as publicações Um Fazendeiro Paulista no século XIX e Vida e Morte de um Capitão.