Camponês

Question book-4.svg
Esta página ou secção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo, o que compromete a verificabilidade (desde julho de 2016). Por favor, insira mais referências no texto. Material sem fontes poderá ser acadêmico)
Camponês em pequena propriedade rural em Avaré

O Campesinato, cujo indivíduo chama-se Camponês, é o conjunto de grupos sociais de base familiar que se dedica a atividades agrícolas, com graus diversos de autonomia. Caracteriza-se pelo trabalho familiar,(eventualmente empregando trabalhadores assalariados), por ter a propriedade dos instrumentos de trabalho, pela autonomia total ou parcial na gestão da atividade e por ser dono de uma parte ou da totalidade da produção.[1]

Muitas vezes o trabalho ocorre em economia de subsistência, com autonomia total ou parcial na gestão da propriedade rural, sendo geralmente proprietário dos instrumentos de trabalho e detentor (em parte ou na totalidade) dos frutos do seu trabalho.[2][3]

História

Na Europa, durante a vigência do feudalismo, a maior parte dos camponeses era formada por servos da gleba, isto é, trabalhadores que, embora não fossem escravos, não podiam jamais abandonar a terra onde trabalhavam. Muitos deles descendiam de antigos colonos ou de escravos romanos, que na época de Carlos Magno se igualaram na condição de servos. Alguns haviam sido pequenos proprietários de terra - ainda relativamente numerosos até o século XI. Em razão das constantes ameaças de guerras e invasões, a maioria deles acabou entregando suas terras a um senhor feudal, ou à Igreja, em troca de proteção. Outros, conhecidos como vilões, eram servos livres, isto é, tinham o direito de deixar a terra, mas também se submetiam ao pagamento da talha e da corveia aos senhores.

Jovens mulheres oferecem frutas para os visitantes do seu izba, 1909. Aqueles que tinham sido servos entre os camponeses russos foram emancipados em 1861. Fotografado por Sergey Prokudin-Gorsky.

A maior parte dos camponeses era formada por servos da gleba, isto é, trabalhadores que, embora não fossem escravos, não podiam jamais abandonar seus lotes de terra. Muitos deles descendiam de antigos colonos ou de escravos romanos, que na época de Carlos Magno se igualaram na condição de servos. Outros servos originaram-se de pequenos proprietários de terra, que ainda eram relativamente numerosos até o século XI. Por causa das constantes ameaças de guerras e invasões, a maioria acabou entregando suas terras a um nobre feudal, ou à Igreja, em troca de proteção. Entre eles, alguns tornavam-se servos, outros, conhecidos como vilões, eram servos livres, isto é, tinham o direito de deixar a terra, mas também se submetiam a uma série de obrigações, especialmente o pagamento aos senhores da talha e da corveia.

O campesinato foi perdendo espaço na Europa, a partir da introdução de relações de produção capitalistas no campo. Na Inglaterra, por exemplo, praticamente desapareceu. No Brasil, tem tido um papel importante nas regiões de expansão da fronteira agrícola, no Norte e no Centro-Oeste, enquanto que, nas regiões de ocupação agrícola consolidada e produção voltada à exportação, a maioria dos camponeses se incorporou ao proletariado rural, constituído por trabalhadores assalariados itinerantes - os chamados "boias frias".[1]

No Brasil

O termo "camponês" difundiu-se no Brasil nos anos 1950 pela via política, com as Ligas Camponesas. O objetivo era dar unidade de classe à diversidade das populações agrárias não proprietárias de terras e não proletárias. O camponês então neste contexto é percebido como sujeito social desprovido da terra e não assalariado, ou seja, era uma outra categoria. Cria-se então a necessidade de saber de quem se estava falando. Com efeito, o termo "camponês" apontava para a construção de um sujeito histórico e um sujeito político, sendo incorporado pelo discurso acadêmico, que em geral percebia as populações rurais somente na dimensão econômica, como uma atividade, e não como um mundo entrecortado de relações sociais e com estreita relação com o urbano.[4] Convém ressaltar que o camponês genérico não existe, variando segundo as suas particularidades, diferenças regionais, relações de produção, de poder,cultura etc..