Bryophyta sensu lato
English: Bryophyte

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaBryophyta sensu lato
Anthoceros levis
Anthoceros levis
Classificação científica
Domínio:Eukaryota
Reino:Plantae
Sub-reino:Embryophyta
Superdivisão:Bryophyta sensu lato
Divisões
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Bryophyta sensu lato é uma superdivisão das plantas embriófitos não vasculares. São descendentes das algas verdes e foram as primeiras a evoluir no ambiente terrestre durante o período geológico Siluriano, há 420 milhões de anos.

As briófitas são um grupo de plantas verdes, sem raizes (mas com um rizóide mais utilizado para fixação no substrato por não apresentar grande capacidade de absorção de nutrientes) e também sem um verdadeiro caule ou folhas (apresentando cauloide e filóide). São também desprovidas de um sistema vascular, motivo pelo qual se desenvolvem preferencialmente em locais úmidos e protegidos da luz direta do sol, como faces protegidas de pedras e falésias e ramos de árvores (especialmente a sua face inferior, ou a face norte, no hemisfério norte, e a face sul, no hemisfério sul). É também por causa da ausência de um sistema vascular que não existem briófitas muito grandes: o transporte de nutrientes de célula a célula é muito lento portanto as células mais distantes morreriam desidratadas.

As briófitas são criptógamas, ou seja, plantas que não produzem flores. Elas são, na linha evolutiva, a transição entre as algas verdes clorofíceas e as plantas vasculares.

São três, as características que diferem as briófitas das clorofíceas:

  • Presença de gametângios masculinos (anterídios) e femininos (arquegônios) com uma camada protetora de células estéreis;
  • Retenção do zigoto e do embrião multicelular em desenvolvimento (esporófito) no arquegônio;
  • Presença de esporófito multicelular diplóide.

Estrutura das briófitas

Vista em detalhes de musgos sobre um pedaço de madeira em uma floresta.

As conspícuas, estruturas verdes, são os gametófitos, organismos haplóides, no qual o embrião diplóide desenvolve-se em um esporófito maduro. As estruturas verdes do gametófito são basicamente expansões do eixo caulinar, jamais havendo a produção de folhas verdadeiras (nos musgos, as pequenas "folhas" são chamadas "filódeos" ou "filídeos", e não passam de lâminas com duas camadas de células germinando a partir do eixo principal).

O esporófito é preso ao gametófito por uma haste longa, encimada por uma cápsula, onde os esporos são produzidos e armazenados. É clorofilado e fotossintético apenas nos primeiros estágios de desenvolvimento, e é em certa medida dependente do gametófito.

Existem diferenças nos ciclos de vida das briófitas e das plantas vasculares. Nas briófitas, o gametófito é maior e de vida livre, enquanto o esporófito é menor e ligado a seu gametófito parental, do qual é nutricionalmente dependente. O esporófito das plantas vasculares é maior do que o gametófito e é de vida livre. Os esporófitos das plantas vasculares produzem uma quantidade muito maior de esporos do que os esporófitos das briófitas.

Os três grandes grupos de briófitas apresentam diferenças quanto ao desenvolvimento do esporófito:

  • As hepáticas possuem esporófitos sem clorofila e com crescimento limitado.
  • Em musgos, o crescimento também é limitado, mas os esporófitos são providos de clorofila.
  • Já em antóceros, o crescimento é ilimitado, e não fosse a ausência total de um sistema radicular.