Benedetto Croce

Benedetto Croce
Foto de Benedetto Croce. Por Arnaldo Polacco, 1910
Nascimento25 de fevereiro de 1866
Pescasseroli, Itália
Morte20 de novembro de 1952 (86 anos)
Nápoles, Itália
NacionalidadeItaliano
OcupaçãoFilósofo
Historiador
Político
Influências
Assinatura
FirmaBCroce.png

Benedetto Croce (Pescasseroli, 25 de fevereiro de 1866 - Nápoles, 20 de novembro de 1952) foi um filósofo, historiador e político italiano que escreveu sobre diversos assuntos, incluindo filosofia, história, historiografia e estética. Em muitos aspectos, Croce era liberal, embora se opusesse ao livre comércio do laissez-faire. Exerceu considerável influência sobre outros intelectuais italianos, incluindo o marxista Antonio Gramsci e o fascista Giovanni Gentile. Croce foi presidente da PEN International, a associação mundial de escritores, entre 1949 a 1952. Foi indicado ao Nobel de Literatura dezesseis vezes.[1]

Biografia

Croce nasceu em Pescasseroli, na região de Abruzos, no seio de uma família rica, influente e conservadora.[2] A sua educação foi marcada por uma atmosfera fortemente religiosa, da qual o jovem Croce cedo se distanciaria. Em 1883, perdeu os pais, Pasquale e Luisa Sipari, assim como a irmã, Maria, todos mortos num terremoto que acometeu a vila de Casamicciola Terme, na ilha de Ísquia, onde a família passava férias. Nesta ocasião, o próprio Croce permaneceu soterrado por longo tempo, tendo corrido sério risco de morte. Após a fatalidade, ele herdou a fortuna da família, o que lhe permitiu viver em relativo conforto, e dedicar tempo à reflexão filosófica.

Na política, foi nomeado senador em 1910. Entre 1920-21 foi ministro da educação. Croce opôs-se ao governo fascista de Benito Mussolini, embora inicialmente o tivesse apoiado.[4] Croce teve um acidente vascular cerebral em 1949, que limitou sua capacidade de andar. Sem sair de casa, continuou seus estudos até morrer enquanto lia em sua poltrona de sua biblioteca particular, em 20 de novembro de 1952, em Nápoles.[2]