Batalha de Poltava

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Batalha de Poltava
Grande Guerra do Norte
Marten's Poltava.jpg
A Batalha de Poltava, por Pierre-Denis Martin em 1726
Data8 de julho de 1709
LocalPoltava, Hetmanato Cossaco
DesfechoDecisiva vitória russa
Destruição do exército continental sueco
Perda da autonomia cossaca
Carlos XII refugia-se no Império Otomano
Beligerantes
Suécia Rússia
Comandantes
Carlos XII
Carlos Rehnskiöld
Luís Lewenhaupt
Império Russo Pedro I
Império Russo Boris Sheremetev
Império Russo Alexandre Menchikov
Forças
Exército combinado:
  • 24 mil suecos regulares
    • 13 mil cavalaria
    • 11 mil infantaria
  • c. 6 mil irregulares
    • 1 mil poloneses
    • 3 a 7 mil cossacos
  • 34 peças de artilharia

Total: c. 30 mil


Participantes da batalha:

  • 8,7 mil cavalaria
  • 7,8 mil infantaria
  • 4 canhões

Total: c. 16,5 mil


Cercando Poltava:

  • 1,1 mil infantaria
  • 200 cavalaria
Exército combinado:
  • 52,1 mil russos regulares
    • 33,5 mil infantaria
    • 18,6 mil cavalaria
  • 23 mil irregulares
    • Cossacos e calmucos
  • 102 peças de artilharia

Total: c. 75 mil


Participantes da batalha:

  • 24,5 mil infantaria
  • 14,6 mil dragões
  • 3 mil calmucos
  • 86 canhões

Total: c. 42 mil


Defendendo Poltava:

  • 4,2 mil infantaria
  • 2 mil cossacos
  • 28 canhões
Baixas
Relatos suecos:
  • 6,9 mil mortos ou feridos
  • 2,8 mil capturados

Relatos russos:

  • 9234 mortos
  • 2864–2977 capturados
Relatos oficiais:
  • 1345 mortos
  • 3290 feridos

Outros relatos:

  • 5953 mortos e feridos

A Batalha de Poltava foi um confronto durante a Grande Guerra do Norte travado no dia 9 de julho de 1709 perto da cidade de Poltava entre as forças do Czarado da Rússia lideradas pelo czar Pedro I contra o exército do Império Sueco sob o comando do marechal de campo Carlos Gustavo Rehnskiöld.[1] [2]

Após derrotar a Saxônia, a Dinamarca e a Polônia, aliados de Pedro, o rei Carlos XII da Suécia tentou pôr fim à guerra invadindo a Rússia em 1708. Entretanto, a política de terra queimada dos russos e o severo inverno de 1708 e 1709 resultaram na morte de grande parte do exército sueco.

Em abril de 1709, Carlos XII, com o auxílio dos cossacos de Ivan Mazepa, investiu contra rústica fortaleza de Poltava no Hetmanato Cossaco. Pedro para ali seguiu para socorrê-la. Os suecos atacaram o campo entrincheirado dos russos ao amanhecer de 9 de julho, que era defendido por 42 mil soldados. A vitória russa foi total, destruindo totalmente o exército sueco e cossaco, obrigando Carlos e Ivan Mazepa a fugir com os sobreviventes para o Império Otomano. A guerra, entretanto, se arrastaria por mais 12 anos.

Antecedentes

Durante a fase inicial da Grande Guerra do Norte, Carlos XII liderou as forças suecas nas primeiras vitórias ao norte da Zelândia (verão de 1700) e na Batalha de Narva, em novembro de 1700, quando o exército russo sofreu uma pesada derrota ante os suecos. Porém ao invés de valer-se desta vitória e prosseguir o ataque aos russos, Carlos XII voltou suas forças contra Augusto II da Polônia, acreditando que o derrotaria rapidamente.

A campanha da Polônia, ao contrário do pretendido por Carlos XII, durou cerca de seis anos, foi longa e dispendiosa, o que permitiu aos russos o tempo necessário para recompor suas forças militares, debilitadas pela derrota em Narva.

Em 1707, após bater os Saxões e Poloneses, e conduzir ao trono polaco seu aliado Estanislau Leszczynski; Carlos XII reuniu um exército sueco de quase quarenta e quatro mil homens e ordenou o ataque final ao centro da Rússia, possivelmente almejando à tomada de Moscou.

Após avançar pela Masuria e ocupar a cidade de Grodno, os Suecos se mantiveram ao redor de Minsk. Os russos, recuaram suas forças sem oferecer batalha ao inimigo, desenvolvendo uma estratégia de “terra arrasada”, visando privar as forças suecas de suprimentos.

O mau tempo e as condições das estradas retiveram as tropas suecas no trimestre de inverno de 1708. Em julho, os suecos derrotaram as forças do marechal Boris Sheremetyev na Batalha de Holowczyn e avançaram para o rio Dnieper.

Durante a primavera, o general Lewenhaupt sediado na Curlândia foi ordenado a reunir suprimentos e a marchar com seu exército de cerca de doze mil homens para se juntar às forças de Carlos XII, no entanto, sua partida de Mitau foi adiada até o final de junho, razão pela qual alcançou a Ucrânia apenas em 11 de outubro.

Ao invés passar o inverno na Livônia ou aguardar Lewenhaupt, Carlos XII decidiu se mover para o sul em direção à Ucrânia e juntar-se ao hetman Ivan Mazepa, que havia se rebelado contra os russos.

Lewenhaupt seguiu para o sul e foi atacado enquanto atravessava um rio perto de uma pequena aldeia que deu o nome à Batalha de Lesnaya, perdendo o trem de abastecimento e metade de sua força.

Buscando suprimentos, Carlos se deslocou para Baturin, sede de Mazepa, mas as tropas russas sob Aleksandr Menchikov haviam alcançado primeiro à cidade, antecipando-se à chegada dos suecos. O general Menchikov ordenou o implacável massacre da população, arrasando a cidade e destruindo ou saqueando armas, munições e alimentos.