Archaeocyatha
English: Archaeocyatha

Como ler uma infocaixa de taxonomiaArchaeocyatha
Ocorrência: Cambriano inf. - méd.
Archaeocyatha.jpg
Estado de conservação
Pré-histórica
Classificação científica
Domínio:Eukariota
Reino:Animalia
Sub-reino:Parazoa
Filo:Archaeocyatha
Classes
Regulares

Irregulares

Os arqueociatos são animais conhecidos apenas em registo fóssil do Câmbrico, de modo de vida colonial ou solitário e suportados por um esqueleto interno de natureza carbonatada. Os primeiros fósseis de arqueociatos foram descobertos na primeira metade do século XIX em afloramentos no Labrador (Canadá) e na Sibéria (Rússia), mas foram descritos, respectivamente, como esponjas e Calamites, uma planta típica do Carbónico. Só em 1861 foi reconhecido que pertenciam a um filo próprio, designado então como Archaeocyatha (do Grego: archaeo, antigo + cyatha, taça). Actualmente, o posicionamento taxonómico dos arqueociatos ainda se encontra em debate, com alguns autores a considerarem o grupo como uma classe do filo Porifera. Os arqueociatos surgiram no Câmbrico inferior e extinguiram-se no Câmbrico médio[1].

Anatomia

Esquema de um arqueociato:
1 – Intervalo; 2 – Cavidade central; 3 – Parede interna; 4 – Poro (todas as paredes e septos têm poros, nem todos representados; 5 – Septo; 6 – Parede externa; 7 – Rizóide

Uma vez que são conhecidos apenas como fósseis, o estudo anatómico dos arqueciatos baseia-se somente nas características do esqueleto interno. De forma geral, este pode ser descrito como duas taças cónicas e perfuradas, denominadas parede externa e parede interna. Ambas são unidas por septos radiais, também eles perfurados. O espaço limitado pela parede interna designa-se por cavidade central. Por oposição às esponjas, os arqueciatos não possuiam espículas. O conjunto encontrava-se fixo ao substrato através de rizóides. Nalgumas formas, a parede externa está ausente e o esqueleto é descrito como sendo de parede simples.

Os tecidos dos arqueociatos estavam localizados no intervalo formado pelas paredes externa e interna. Supõe-se que não tivessem sistema digestivo ou excretor e que estes processos se desenrolassem de forma intracelular, à semelhança das esponjas modernas.

Os arqueciatos coloniais são mais raros que as formas solitárias e formavam colónias de forma massiva ou dendróide. Estes organismos eram alongados, medindo cerca de 1-2,5 cm de diâmetro para 8–15 cm de altura. São no entanto conhecidas formas alargadas ou discoidais, com 30 cm de altura e 60 cm de diâmetro.