Anura

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaAnura
Ocorrência: Triássico–presente
Classificação científica
Reino:Animalia
Filo:Chordata
Classe:Amphibia
Ordem:Anura
Merrem, 1820
Distribuição geográfica
Distribuição original dos anuros
Distribuição original dos anuros
Subordens

Os anuros (latim científico: Anura) constituem uma ordem de animais pertencentes à classe Amphibia, que inclui sapos, rãs e pererecas (ou relas). Ainda que se possam estabelecer algumas diferenças entre sapos e rãs, estas diferenças não são utilizadas pelos cientistas na sua classificação. O seu nome vem do grego, significando sem cauda (an-, sem + oura, cauda).

A maioria dos anuros são caracterizados por longas patas posteriores, corpo curto, membranas interdigitais (nos dedos das mãos ou dos pés), olhos protuberantes e a ausência de cauda. A maioria das rãs tem um estilo de vida semi-aquático, mas move-se facilmente em terra saltando ou escalando. Tipicamente, depositam os seus ovos em poças de água, charcos ou lagos, e as suas larvas, chamadas de girinos, têm guelras e desenvolvem-se na água. Rãs adultas seguem uma dieta carnívora, constituída principalmente de artrópodes, anelídeos e gastrópodes. Os anuros são reconhecíveis pelo seu chamamento (coaxo), que pode ser ouvido durante a noite ou dia, principalmente durante a sua época de reprodução e/ou em dias com alta umidade.

A distribuição de anuros vai desde os trópicos até regiões subárcticas, mas a maioria das espécies pode ser encontrado em florestas tropicais. Consistindo em mais de 6 000 espécies descritas, estão entre os grupos de vertebrados mais diversos. Contudo, populações de certas espécies de rãs estão em declínio significativo.

É feita por vezes uma distinção entre rãs e sapos baseando-se na sua aparência, provocada por evolução convergente entre os chamados sapos a ambientes secos no entanto, a distinção não tem base taxonómica. A única família com o nome exclusivamente de "sapo" é a Bufonidae, mas muitas outras espécies de outras famílias são chamados também de "sapos", e espécies do género de sapos Atelopus são conhecidas com rã-arlequim.

Taxonomia

Ver artigo principal: Lista de famílias de anuros

A ordem Anura contém 6 038 espécies[1][2] em 55 famílias, das quais Hylidae (900 spp.) e Ranidae (1400 spp.) são as mais ricas em número de espécies. Cerca de 88% das espécies de anfíbios são anuros.[2]

O uso dos nomes comuns "rã", "sapo" e "perereca" não tem base taxonómica. De uma perspectica taxonómica, todos os membros da ordem Anura são rãs, mas apenas os membros da família Bufonidae são considerados "sapos verdadeiros". O uso do termo "rã" em nomes comuns refere-se normalmente a espécies que são aquáticas ou semi-aquáticas com peles macias e/ou úmida, e o termo "sapo" refere-se normalmente a espécies tendencialmente terrestres com pele seca e rugosa. Uma excepção é o sapo-de-barriga-de-fogo (Bombina bombina): enquanto que a sua pele é ligeiramente rugosa, prefere habitats úmidos.[3] Enquanto isso, "perereca" comumente refere-se às espécies que possuem discos adesivos nos dedos, como é o caso de Hylidae.[4] Na maior parte desse artigo, o termo "rã" será utilizado para se referir aos anuros em geral.

Sapos e rãs são classificados basicamente em três subordens: Archaeobatrachia, que inclui quatro famílias de rãs primitivas; Mesobatrachia, que incluem cinco famílias de rãs evolutivamente mais intermédias; e Neobatrachia, de longe o maior grupo, que contém as restantes 24 famílias de rãs "modernas", incluindo as espécies mais comuns de todo o mundo. Neobatrachia é depois dividida em Hyloidea e Ranoidea.[5] Esta classificação é baseada em características morfológicas tais como o número de vértebras, a estrutura da cintura escapular, e a morfologia dos girinos. Enquanto que esta classificação é amplamente aceita, relações entre famílias de rãs ainda são debatidas. Estudos futuros de genética molecular irão brevemente melhor elucidar as relações evolutivas entre as famílias de anuros.[6]

Algumas espécies de anuros hibridizam prontamente. Por exemplo, a Rana esculenta é um híbrido entre R. lessonae e R. ridibunda.[7] Bombina bombina e Bombina variegata da mesma forma também formam híbridos, embora estes sejam menos férteis, dando origem a uma zona híbrida.[8]