Al-Qaeda
English: Al-Qaeda

Question book-4.svg
Esta página cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde junho de 2014). Ajude a inserir referências. Conteúdo não verificável poderá ser acadêmico)
Al-Qaeda
القاعدة
Flag of Jihad.svg
Bandeira da Al-Qaeda.
Datas das operações11 de agosto de 1988 (31 anos) — atualmente
LíderAyman al-Zawahiri[1]
Área de atividadeGlobal
IdeologiaFundamentalismo islâmico
Pan-islamismo
Sunismo
Principais açõesTerrorismo
Ataques célebresAtentados de 11 de setembro
Bombardeio do USS Cole
Atentados às embaixadas estadunidenses
Ataques de 1993
StatusDesignada como organização terrorista pelo Governo americano, pelo Parlamento britânico e pela União Europeia
TamanhoEntre quinhentos e mil militantes

Al-Qaeda (também Al-Qaïda) ou, na ortografia aportuguesada, Alcaida[2][3][4] (em árabe: القاعدة, transliterada el-Qā‘idah ou al-Qā‘idah, cujo significado é "A base"[3] ou "O alicerce") é uma organização fundamentalista islâmica internacional, fundada cerca de Agosto de 1988 [5]por Osama bin Laden, constituída por células colaborativas e independentes que visam disputar o poder geopolítico no Oriente Médio.

Foi considerada uma organização terrorrista pelos EUA, Reino Unido, União Europeia, Nato, Índia e muitos outros países.

A princípio, o foco de atuação da Al-Qaeda tinha por objetivo expulsar as tropas russas do território do Afeganistão. Durante esse período os Estados Unidos realizavam ajuda financeira à organização para a compra de armas e realização de treinamentos. No entanto, com a Guerra do Golfo e a instalação de bases militares estadunidenses na península arábica, sede dos principais santuários do Islã, Bin Laden iniciou uma campanha contra os EUA.

São atribuídos à Al-Qaeda diversos atentados a alvos civis ou militares na África, no Oriente Médio e na América do Norte, nomeadamente os ataques de 11 de setembro de 2001, em Nova Iorque, em Washington e na Pensilvânia, (aos quais o governo norte-americano respondeu lançando a Guerra ao Terror) e em Paris, contra a sede do jornal Charlie Hebdo. Seu fundador, ex-líder e principal colaborador foi Osama bin Laden e o atual líder é Ayman al-Zawahiri. A estrutura organizacional da Al-Qaeda e a ausência de dados precisos sobre seu funcionamento são fatores que dificultam estimativas sobre o número de membros que a compõem e a natureza de sua capacidade bélica.

Diversos aspectos relacionados à rede são objetos de controvérsias.[5][6][7][8]

Há quem considere o seu radicalismo se deve ao facto de estar sob a influência do Wahhabismo, aquele que mais parece inspirar os seus ideais religiosos.[9]

Visão geral

A Comissão Nacional sobre Ataques Terroristas nos Estados Unidos (Comissão 9/11) concluiu que a Al-Qaeda é responsável por um grande número de ataques violentos e de alto nível contra civis, alvos militares e instituições comerciais pelo mundo. O relatório da comissão atribuiu os ataques de 11 de Setembro de 2001 ao World Trade Center em Nova Iorque, ataque ao Pentágono em Arlington e ao voo 93 na Pensilvânia ao comando da Al-Qaeda.[carece de fontes?]

Apesar do grupo alegadamente ter sido responsável direto pelos ataques, vários analistas, como Michael Scheuer, um ex-analista da CIA (Agência Central de Inteligência estadunidense) sobre terrorismo, acreditam que a Al-Qaeda evoluiu para um movimento … no qual a Jihad é autossustentável, os guerreiros islâmicos lutam contra a América com ou sem a aliança de Bin Laden e da Al-Qaeda originária, e no qual o nome traz inspiração para novos ataques internacionais.[carece de fontes?]

As origens do grupo podem ser traçadas a partir da invasão soviética ao Afeganistão, na qual vários não-afegãos, lutadores árabes se uniram ao movimento anti-russo formado pelos Estados Unidos e Paquistão. Osama bin Laden, membro de uma abastada e proeminente família árabe-saudita, liderou um grupo informal que se tornou uma grande agência de levantamento de fundos e recrutamento para a causa afegã. Esse grupo canalizou combatentes islâmicos para o conflito, distribuiu dinheiro e forneceu logística e recursos, para as forças de guerra e para os refugiados afegãos.[carece de fontes?]

Depois da retirada soviética do Afeganistão em 1989, vários veteranos da guerra desejaram lutar novamente pelas causas islâmicas. A invasão e ocupação do Kuwait pelo Iraque em 1990 levou o governo estado-unidense à decidir enviar suas tropas em coligação para a Arábia Saudita, com o suposto intuito de expulsar as forças iraquianas daquele país. A Al-Qaeda era fortemente contra o regime de Saddam Hussein, dado que Saddam era acusado pelos fundamentalistas muçulmanos de ter tornado o Iraque um Estado laico. Bin Laden ofereceu os serviços dos seus combatentes ao trono saudita, mas a presença de forças "infiéis" em território islâmico sagrado - era uma luta entre islâmicos - foi visto por Bin Laden como um ato de traição. Então, decidiu se opor aos Estados Unidos e aos seus aliados. A Al-Qaeda considerou os Estados Unidos como opressivos contra os muçulmanos, citando o apoio estado-unidense à Israel nos conflitos entre palestinianos e israelitas; a presença militar estado-unidense em vários países islâmicos (particularmente Arábia Saudita) e posteriormente a invasão e ocupação do Iraque em 2003.

Osama bin Laden era e Ayman al-Zawahiri é membro sênior do conselho da Al-Qaeda e considera-se que possuem contatos com algumas outras células da organização.