Adaptação (biologia)
English: Adaptation

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As adaptações que os diversos organismos vivos possuem são um aspecto central no estudo da biologia. Todas as características que adequam os seus possuidores a algo, geralmente, são ditas adaptativas e permitem que os seres vivos desenvolvam uma certa harmonia com o ambiente, ajustando-se, assim, para a sua sobrevivência em um determinado local.

Histórico

Charles Darwin, em 1854.

A adaptação é um conceito de grande importância para a biologia evolutiva, cujo marco histórico inicial ocorreu em 1859, com a publicação do livro A Origem das Espécies(On the Origin of Species), do naturalista Charles Darwin (1809-1882). Para Darwin, a problemática central que qualquer teoria evolutiva deveria explicar era a adaptação. Em sua teoria sobre evolução, esse problema era solucionado por ação de uma força evolutiva que ele próprio chamou de seleção natural. Entretanto, a adaptação não foi um conceito introduzido por Darwin, o assunto já vinha sendo discutido há décadas por filósofos e por outros naturalistas, muito antes das ideias darwinistas sobre a evolução das espécies e o processo de seleção natural serem apresentadas à comunidade científica.

Ver artigo principal: Charles Darwin

Assim, desde o tempo dos antigos filósofos gregos, o conhecimento de que os seres vivos estavam adaptados ao ambiente em que vivem era um fato incontestável[1]. A discussão entre vários pensadores não se baseava na existência, mas sim, na origem da adaptação. Alguns filósofos, anteriores a Darwin, até mesmo chegaram a especular que as espécies passavam por transformações, porém eles não desenvolveram explicações para essa observação.

William Paley.

A partir do século XVIII até a época de Darwin, a adaptação foi explicada pela visão criacionista da teologia natural, uma escola de pensamento de grande influência nesse período. Os teólogos naturais, como o pensador William Paley (1743-1805), explicavam as adaptações e as outras propriedades da natureza através da teologia. Assim, o mundo e os seres nele viventes teriam sido planejados e criados por ação direta de Deus, que, ao criar também todas as adaptações, adequou todos os indivíduos aos diferentes ambientes, tornando-os tão bem-ajustados ao seu modo de vida.

Além das ideias de Darwin e da teologia natural, outros pensamentos evolutivos também tentaram explicar as adaptações. Um deles foi o “lamarckismo” que propôs a teoria da herança de caracteres adquiridos. Para Lamarck (1744-1829) a adaptação era gerada de modo automático, por meio do processo hereditário que passava os caracteres adquiridos dos progenitores à sua prole. As teorias de variação dirigida ou “mutação dirigida” (que incluem a teoria proposta por Lamarck) também sugeriam que a adaptação era uma consequência do mecanismo hereditário, responsável por produzir mutações planejadas - também denominadas de mutações dirigidas - isto é, por alguma razão desconhecida essas mudanças ocorreriam e novas características seriam originadas. Assim, a prole gerada seria cada vez mais diferente dos pais, o que levaria a diferentes adaptações.

Ver artigo principal: Lamarck
Lamarck.

Em resumo, ao longo da história evolutiva, diferentes pensamentos tiveram o intuito de explicar as adaptações. Darwin propôs a seleção natural para explicar a origem das adaptações; os teólogos naturais acreditavam que Deus havia criado todas as coisas já muito bem-adaptadas; Lamarck sugeriu que as adaptações eram derivadas dos caracteres adquiridos, passados de pais para filhos e para os defensores das teorias de mutações dirigidas (que inclui o próprio “lamarckismo”) as adaptações surgiam porque um fator desconhecido agia no mecanismo hereditário, gerando novas características.